Adriana Galhardo/Facebook
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Veterinário mata mulher durante banho e comete suicídio em Suzano

Filha da vítima presenciou crime; casal estava em processo de separação e havia se desentendido sobre a divisão dos bens

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2017 | 13h36

SOROCABA - O médico veterinário Walter Willians Moreno, de 44 anos, assassinou a tiros a mulher, Telma Adriana Galhardo, de 43, também veterinária, enquanto ela tomava banho na casa do casal, na noite de domingo, 10, em Suzano, na Grande São Paulo. Após o crime, ele foi encontrado morto, preso por uma corda à cobertura da área de lazer, no quintal da residência. A Polícia Civil investiga a hipótese de homicídio seguido de suicídio. De acordo com testemunhas, o casal estava em processo de separação e havia se desentendido na divisão dos bens. 

A tragédia aconteceu na Cidade Boa Vista, bairro onde morava o casal, e a morte da mãe foi presenciada por uma filha da vítima, de 8 anos. A criança correu ao ouvir os disparos. Um vizinho acionou a Polícia Militar. Os policiais, que tiveram de forçar a porta para entrar, encontraram a mulher caída sob o chuveiro. Ela tinha lesões no crânio e duas perfurações no peito.

Os policiais recolheram cápsulas de projéteis deflagrados no interior do banheiro e do lado de fora da casa. As munições eram compatíveis com uma pistola calibre 380 achada ao lado do corpo dele, e uma espingarda calibre 12 achada no gramado, próximo da piscina.

Aos policiais militares que a encontraram sendo amparada por vizinhos, a menina disse que viu o veterinário atirar contra sua mãe pelo vitrô do banheiro com uma arma pequena. Em seguida, ele foi ao interior da casa, pegou a espingarda e fez outros disparos. A criança nada sofreu, mas estava abalada. Ela está sob cuidados de familiares da mãe. Testemunhas disseram que o veterinário sofria de depressão e tomava remédios, às vezes junto com bebida alcoólica.

O casal teria entrado em conflito ao dividir os bens, que incluíam várias joias. Uma caixa-forte de madeira contendo valores foi apreendida e colocada à disposição da Justiça. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o crime e aguarda os laudos das necrópsias, feitos pelo Instituto Médico Legal (IML), e das perícias feitas no local.

Amigos de Telma transformaram em memorial sua página na rede social Facebook.

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