'Veriam que eu era policial e me matariam'

Depoimento de Marcio Rivarola Davanzo, 3.º sargento da área de Apoio Logístico

22 Outubro 2011 | 16h45

“Eu estava de folga, indo para a faculdade. Só ia passar antes na concessionária de um amigo, na zona norte, porque estava interessado em comprar um veículo. Era uma sexta-feira, por volta das 18 horas. Cheguei e fui olhar o carro no fundo da loja, um Fiat Palio usado. Foi quando eu vi dois homens. Um deles foi para a sala da gerência, do lado de onde eu estava, e sacou uma arma. Ele apontou para o gerente, meu amigo. O outro, que ficou parado na porta, viu que eu percebi. Talvez com medo de que eu chamasse a polícia, ele veio na minha direção com uma arma em punho. Embora eu estivesse trajado como civil, de jeans, camisa polo e tênis, eu estava armado.

Foi tudo muito rápido. Por causa dos atentados, só tive tempo de pensar: ‘Eles vão me revistar, vão ver que sou policial e vão me matar’. Quando ele estava bem perto, questão de 1 metro, falei: ‘Polícia, larga a arma’. Como eu já tinha sacado a arma, escondido pelo carro, encostei no peito dele e atirei... Na adrenalina, ele ainda atravessou a loja, subiu na moto em que chegou, tentou dar partida, mas caiu (e morreu) Nisso, o outro elemento conseguiu fugir. Depois que passou, a todo instante, eu lembrava da situação e do que poderia ter acontecido.”

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