Vereadores tucanos atacam ministros do PT

O vereador Mario Covas Neto (PSDB), filho do ex-governador Mário Covas (1930-2001), e o líder da bancada tucana, Floriano Pesaro, acusaram ontem o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (PT), durante sessão na Câmara de São Paulo, de vazar informações sobre o inquérito que apura formação de cartel no governo estadual.

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2013 | 02h07

Os tucanos afirmam que o governo federal tenta assim dividir o descrédito do PT com outras siglas. "Se o ministro quiser vazar, pode continuar vazando. Mas dê ao governo acesso às informações, para que os esclarecimentos possam ser prestados", afirmou Covas Neto.

"O PT rouba, é condenado por esse roubo. E depois quer tentar dizer de alguma forma que o PSDB também rouba, que é igual. Mas não é. Quem está indo para a cadeia são os caras do PT", disparou o filho do ex-governador no plenário do Palácio Anchieta.

"Eu não tenho dúvidas de que o ministro (Cardozo) é quem está vazando as informações para a imprensa. E o ministro da Saúde (Alexandre Padilha) também está por trás disso. Ele andou dando declarações sobre o assunto antes de se vazar o caso", emendou Pesaro.

Constrangimento. Os ataques constrangeram os petistas. Isso porque um dia antes o líder da bancada do PT, vereador Alfredinho, e parlamentares da base do prefeito Fernando Haddad saíram em defesa de Andrea Matarazzo (PSDB), indiciado sob suspeita de receber propina.

Coube ao parlamentar Paulo Fiorilo (PT) mudar o tom do partido. "Tem de ser retirada pena por pena para ver o que está por trás do bico dos tucanos", retrucou o petista no plenário. "Se o Alckmin não tem nada a temer, porque o governador não orienta sua base a abrir uma CPI?", indagou Nabil Bonduki (PT). O Estado procurou os ministros citados em Brasília. Eles não quiseram comentar o caso.

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