TIAGO QUEIROZ/ESTADÃ?O
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Vereadores assumem e afirmam que ciclovias de SP são um retrocesso

Cinco novos parlamentares tomaram posse na Câmara Municipal nesta terça-feira; base do PT diminui

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

17 de março de 2015 | 18h01

SÃO PAULO - Cinco novos vereadores tomaram posse na Câmara Municipal na tarde desta terça-feira, dia 17. Dois deles assumiram o posto criticando a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) e afirmando que uma de suas principais bandeiras, a expansão das ciclovias pela cidade, representa um "retrocesso". Para Jonas Camisa Nova (DEM) e Salomão Pereira (PSDB), o tempo mostrará que a política municipal está equivocada. Assumiram ainda Alessandro Guedes (PT), Marcos Belizário (PV) e Quito Formiga (PR).

Em sua primeira entrevista coletiva como vereador, Camisa Nova ainda foi além. Para o novato, a gestão Haddad tem colocado os ciclistas em perigo. "Não fizemos a coisa adequada, como aumentar as calçadas. Ciclovia no meio dos carros é genocídio. Isso ainda vai acontecer, aí vocês terão certeza", afirmou o democrata, que é padeiro de profissão e assume o posto pela primeira vez. Os demais parlamentares já tiveram outras passagens pela Casa.


Segundo Pereira, as ciclovias são feitas em locais errados. "É preciso primeiro fazer um planejamento. Depois aí se faz uma parte e analisa o resultado daquilo, para ver qual é a participação do povo. Não dá para sair pintando em qualquer lugar. Isso é dinheiro mal gasto, um completo retrocesso", disse o tucano, que tem o apoio dos taxistas.

Com as trocas realizadas em função das eleições do ano passado, a bancada do PT, então a maior da Casa, com 11 parlamentares, perdeu uma vaga e empatou numericamente com o PSDB, que ganhou um reforço nesta terça. Ambos os partidos têm agora dez representantes. DEM, PTB e PR também ganharam mais um nome, enquanto o PRB perdeu um e o PSD, três.

A dança das cadeiras é resultado da eleição de dois vereadores para a Câmara Federal - Floriano Pesaro (PSDB), que se licenciou do cargo de deputado para ser secretário estadual de Assistência Social, e Antônio Goulart (PSD) -, e de cinco parlamentares para a Assembleia Legislativa. São eles: Roberto Tripoli (PV), José Américo (PT), Coronel Camilo (PSD), Coronel Telhada (PSD) e Marta Costa (PSD). Outros dois titulares de mandatos deixaram a Casa neste ano para tornarem-se secretários. Nabil Bonduki (PT) assumiu a Secretaria Municipal de Cultura e Jean Madeira (PRB), a Secretaria de Estado de Esportes, Lazer e Cultura. 

Por fim, Antonio Carlos Rodrigues (PT) está licenciado desde o início da legislatura. Suplente da senadora Marta Suplicy (PT), passou os dois primeiros anos no Senado e hoje ocupa o cargo de ministro dos Transportes. Tantas mudanças já levam a liderança do governo a vislumbrar dificuldades para aprovar projetos do Executivo. "Vamos ter de dialogar", disse Arselino Tatto (PT).

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