Vereadores antigos lideram nomeações para comissões

Maior surpresa entre as indicações, Andrea Matarazzo (PSDB) vai analisar proposta do novo Plano Diretor

O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2013 | 02h02

Vereadores há mais de duas décadas e expoentes do antigo bloco do "centrão", Roberto Tripoli (PV), Antonio Goulart (PSD) e Gilson Barreto (PSDB) vão comandar as três comissões mais importantes da Câmara Municipal, responsáveis por analisar a viabilidade de qualquer projeto de lei. A definição das composições saiu ontem.

Em seu sétimo mandato consecutivo, Tripoli, vereador mais votado da cidade, vai ser presidente da Comissão de Finanças. Ele vai decidir, por exemplo, se o projeto que autoriza o fim da inspeção veicular tem viabilidade jurídica e orçamentária. Goulart, no sexto mandato, ocupará a Comissão de Constituição e Justiça. Barreto, também eleito pela sexta vez seguida, ficou com a Comissão de Administração Pública.

"A composição ficou bem democrática. Não houve atropelos do governo nem a oposição quis ocupar todos os espaços", afirmou Tripoli. Ele também indicou que deve acelerar o trâmite da proposta que autoriza o fim da taxa da inspeção.

A surpresa foi a indicação de Andrea Matarazzo (PSDB) para a presidência da Comissão de Política Urbana, que vai analisar a legalidade do novo Plano Diretor. O cargo era cotado para Nabil Bonduki (PT), que deve ser o relator da proposta.

Matarazzo já adiantou ontem que discorda da intenção do governo de aproveitar a revisão apresentada em 2007 pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD). O governo pretende apresentar um substitutivo, mas quer aproveitar as 45 audiências já realizadas para discutir a revisão. "Tem de começar do zero, tudo de novo. O PT obstruiu o projeto anterior, não tem cabimento querer aproveitar esse texto tão questionado pelas entidades", disse o tucano.

Na Comissão de Transportes, ficou Senival Moura (PT), principal liderança dos perueiros. Ele deve facilitar o caminho do secretário de Transportes, Jilmar Tatto, na nova licitação para definir os operadores das peruas da cidade, prevista para junho.

Debate. Assim que foram definidas as comissões, os vereadores começaram a debater no plenário o projeto que acaba com a taxa da inspeção veicular e autoriza o governo a cobrar a taxa de R$ 47,44 de carros de fora da cidade. O prefeito Fernando Haddad (PT) pediu que a aprovação ocorra até o fim de abril. O PSDB chamou a proposta de "farsa eleitoral" e indicou que deve obstruir a votação. / A.F. E DIEGO ZANCHETTA

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