Vereador retira projeto que ampliava o rodízio em SP

Reação negativa leva Ricardo Teixeira (PSDB) a buscar debater a proposta com motoristas

Eduardo Reina, de O Estado de S. Paulo,

13 de dezembro de 2007 | 11h36

Depois de conseguir, na semana passada, aprovar em primeira votação o projeto de lei que amplia o rodízio de veículos em São Paulo, o vereador Ricardo Teixeira (PSDB) decidiu retirar a proposta, que aguardava agendamento para ser analisada pelo plenário da Câmara em segundo turno.   Teixeira protocolou o pedido de retirada na Secretaria da Casa nesta quarta-feira.   Agora, o tucano pretende debater o projeto em todas as 31 subprefeituras e elaborar um novo texto, com sugestões dos motoristas. "Pela reação negativa que eu senti sobre a aprovação do projeto e a discussão que ele causou, percebi que poderia ser melhorado. As pessoas querem ser ouvidas", afirmou Teixeira.   A proposta original dividia os horários de rodízio em duas partes. Na primeira - entre 7 horas e 8h30 -, ficariam impedidos de circular os veículos com placas ímpares. Das 8h31 às 10 horas, a proibição valeria para placas pares. A mesma divisão funcionaria no horário do rush à noite. Esse sistema seria válido para anos ímpares, como 2007. Num ano par, o esquema se inverteria.   O texto, aprovado em primeira votação, também ampliava a área de circulação do centro expandido para todo o território da capital.   Teixeira também tenta entendimento com o vereador Adilson Amadeu (PTB), que teve um projeto de extinção do rodízio também aprovado pela Câmara em primeiro turno. "Seria muito importante que ele também retirasse a proposta dele, para que possamos construir um novo projeto juntos", disse o tucano.   Amadeu não aceita, porém, retirar da pauta seu projeto. A única alternativa para que isso possa acontecer é a Prefeitura iniciar ampla fiscalização dos carros em circulação e proibir que veículos com o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o seguro obrigatório (DPVAT) atrasados saiam às ruas.   Nas contas de Amadeu, cerca de 2,3 milhões de carros estão em débito com essas taxas.

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