Vereador quer proibir pipas em Sorocaba

Atividade só seria permitida em locais exclusivos para essa atividade, os chamados pipódromos

José Maria Tomazela, Agência Estado

25 de julho de 2008 | 19h48

Empinar pipas, brincadeira comum neste período de ventos constantes e férias escolares, pode ser proibido em Sorocaba, a 92 km de São Paulo, a não ser em locais exclusivos para essa atividade, os chamados pipódromos. O vereador Benedito de Jesus Oleriano (PMN) pretende levar à Câmara um projeto com essa finalidade depois que o Legislativo voltar do recesso, em agosto.  Ele foi o autor da proposta convertida em lei que proibiu, na cidade, o uso de pipa com material cortante, conhecido como cerol. As pessoas flagradas empinando pipa com cerol recebem multas de R$ 1 mil. Até esta sexta-feira, 25, 11 pessoas tinham sido penalizadas com a aplicação da multa. Quando o infrator é criança, a punição financeira recai sobre os pais ou responsáveis. Segundo Oleriano, longe de ser uma brincadeira inocente, empinar pipas virou um grande problema nos bairros periféricos da cidade. "As pessoas invadem casas para pegar pipas cortadas e correm pelas ruas, com risco de serem atropeladas." Há, ainda, o risco de acidentes elétricos quando as linhas atingem a fiação. Ele lembra que, recentemente, uma jovem motociclista teve o pescoço cortado e morreu depois de ser atingida por uma pipa com cerol.  Após a morte, a prefeitura passou a aplicar a lei com mais rigor e a fiscalizar os empinadores. "Depois disso, recebi pedidos de seis cidades que querem cópia do projeto." Segundo Oleriano, a proibição não será total. "A prefeitura deve indicar os pipódromos, lugares onde as pessoas poderão soltar pipas sem o cerol." O projeto vai prever a realização de festivais de pipas com distribuição de prêmios.  "A atividade até será estimulada, mas nos lugares certos." Ele conta que ganhou um diploma dado pelo Conselho Comunitário de Segurança Norte, de Sorocaba, por ter proibido a pipa com cerol. O projeto demorou quatro anos para ser aprovado. "Na época, fui muito criticado."

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