Vereador perde mandato após ser condenado por furto

Sandro Aparecido da Silva, o Sandrim, foi afastado da Câmara Municipal de Sertãozinho depois que Justiça confirmou decisão

Rene Moreira, Especial para o Estado

05 de março de 2015 | 15h48

FRANCA - Um vereador perdeu o cargo nesta semana em Sertãozinho, no interior de São Paulo, após ser condenado por furto e ter os direitos políticos suspensos pela Justiça Eleitoral. O crime envolvendo Sandro Aparecido da Silva (PSB), o Sandrim, teria ocorrido em 2003, mas a Câmara Municipal teve de levar em consideração o fato de a condenação final ter saído agora, após a eleição.

A Mesa Diretora do Legislativo divulgou nota informando que o afastamento atende à intimação expedida pela Justiça Eleitoral de Sertãozinho e que o suplente já foi convocado e assumirá o cargo na próxima sessão ordinária, que acontece na segunda-feira, 9. Trata-se do dentista Paulo Kroll, também do PSB.

Sandrim foi julgado por um furto em Porto Ferreira, também no interior de São Paulo, cidade a cerca de 100 quilômetros de Sertãozinho. Na companhia de outra pessoa, ele foi acusado de furtar aparelhos eletrônicos de uma loja de informática em abril de 2003. Os dois foram parados na Rodovia Anhanguera pela Polícia Rodoviária - os objetos estavam no porta-malas do carro.

O processo tramitava em segredo de Justiça e, ao ser finalizado, a Vara Criminal avisou a juíza eleitoral Adriana Aparecida de Carvalho Pedroso, que acionou a direção da Câmara. O presidente do Legislativo, Sílvio Blancacco (PSDB), disse que o vereador foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que prevê a perda do cargo após a ação tramitada e julgada. Ele pegou dois anos em regime semiaberto.

Recurso. O vereador Sandro Aparecido da Silva se mostrou surpreso com a condenação e o afastamento da Câmara. Ele promete recorrer nos dois casos e se diz inocente. Ele alegou que na época esteve em Porto Ferreira em algumas lojas com outras pessoas que fizeram compras na cidade, mas sem que tivesse envolvido em algum crime. "Eu não furtei", afirmou.

Na Justiça, a decisão em primeira instância saiu há mais de quatro anos, ocasião em que Sandrim recorreu à esfera superior, porém, sem obter êxito. Esta é a primeira cassação de mandato na história da Câmara local.

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