Vereador faltou? Multa de dez cabeças de gado

Era uma tarde chuvosa do dia 13 de março de 1621. Seria debatida na sessão da Câmara Municipal, na Rua do Carmo, a abertura de novas ruas na Vila de Piratininga. Mas o procurador do conselho, vereador e fazendeiro João Rodrigues Moura se ausentou sem justificativa e a discussão sobre o "arruamento" foi suspensa. Seus pares, então, aplicaram pela primeira vez a pena prevista para a falta parlamentar: pagamento de um tostão ou dez cabeças de gado.

, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2010 | 00h00

Nos anos seguintes, até o início do século 19, era comum o vereador ausente da sessão ser multado. Alguns parlamentares, moradores da região onde hoje fica o distrito de Santo Amaro, tinham de percorrer três horas a cavalo para chegar ao centro e não aceitavam as justificativas de falta de quem morava na vila, perto do Paço Municipal. Foi o caso de Moura, que vivia num sobrado ao lado do Rio Anhangabaú.

Outra punição aos parlamentares foi adotada na sessão do dia 14 de março de 1665: ao presidente da Câmara que andasse a cavalo sem a vara vermelha que distinguia sua posição caberia a multa de 2 tostões.

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