Vereador acusa colegas de apoiar invasores

O vereador Professor Uóston (PMDB) afirmou ontem que as agressões de manifestantes praticadas contra ele e Chiquinho Brazão (PMDB), na quinta-feira, foram articuladas pelos oito vereadores que se opõem à composição da CPI dos Ônibus. Eles são, respectivamente, relator e presidente da comissão de investigação. Ao deixar a Câmara Municipal após uma reunião da CPI, Uóston foi atingido por um ovo e Brazão foi hostilizado por manifestantes.

CLARICE CUDISCHEVITCH / RIO, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2013 | 02h08

"Tenho certeza de que as agressões são articuladas pelos vereadores de oposição, como Eliomar Coelho (PSOL) e Tereza Bergher (PSDB)", declarou Uóston. Segundo ele, "os assessores deles orquestram tudo isso". "Essa manifestação agora tem cunho eleitoral."

O parlamentar também acusou o vereador Renato Cinco (PSOL) de se juntar aos manifestantes e gritar palavras de ordem. "Não nego, incito, sim, as manifestações populares, mas sou contra qualquer tipo de agressão", respondeu Cinco.

Professor Uóston ressaltou que o proponente da investigação, o vereador Eliomar Coelho (PSOL), que exige presidir a comissão e a renúncia dos quatro integrantes que não assinaram seu requerimento, está fugindo da CPI. "Todo dia ele cria um caso e chama a imprensa."

Uóston também respondeu às acusações de Coelho em relação a ele e aos outros colegas da CPI - Renato Moura (PTC), Jorginho da SOS (PMDB) e Brazão -, que teriam votado a favor da redução do ISS para as empresas de ônibus para 0,01%, em 2010. "O objetivo era subsidiar a passagem do ônibus para diminuir a tarifa e adotar o bilhete único." O peemedebista disse, ainda, que o próprio Eliomar Coelho criou um projeto de lei, em 1989, que dava remissão das dívidas de ISS do ano inteiro para as empresas de ônibus.

"Isso não é verdade; eu o desafio a apresentar provas", rebateu o vereador do PSOL, que também negou relação com os manifestantes. "Até parece que temos essa articulação."

Revezamento. Dez pessoas ocupam a Câmara há nove dias. Ontem, os manifestantes protocolaram um pedido de autorização para que o grupo possa ser substituído.

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