Verba contra incêndio é só simbólica

Apesar dos 34 grandes incêndios em favelas da capital no ano passado, o orçamento para combater esse tipo de incidente em 2013, pelo Programa de Programa de Prevenção contra Incêndios em Assentamentos Precários (Previn), é apenas simbólico, de R$ 1 mil.

O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2013 | 02h02

O orçamento é o mesmo do ano passado, quando nem esse valor chegou a ser gasto pela administração municipal. O Previn prevê instalação de hidrantes, extintores, escadas e rotas de saída.

O Poder Legislativo não foi mais eficiente durante o ano. A Câmara Municipal montou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os crimes. Depois de várias sessões canceladas por falta de parlamentares, a comissão concluiu que os incêndios não eram criminosos. Mas admitiu que o ideal seria que a investigação continuasse na atual legislatura.

Entre 2007 e 2011, ocorreram mais de 200 incêndios em favelas. A maioria dos inquéritos policiais foi inconclusiva.

Um dos últimos incêndios aconteceu na Favela de Paraisópolis, em dezembro. Na ocasião, pelo menos 50 famílias ficaram desabrigadas.

Um dos casos mais graves aconteceu em setembro na Favela do Moinho, na região central. Uma pessoa morreu, cerca de 80 barracos foram queimados e a estrutura do Viaduto Orlando Murgel foi abalada. / ARTUR RODRIGUES

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