Vendedores dizem-se vítimas de golpe de 'recrutadora'

Mais de 500 vendedores ambulantes afirmam ter sido enganados por uma mulher, identificada como Deise de Oliveira, que cobrou entre R$ 150 e R$ 200 para que eles pudessem trabalhar dentro do Rock In Rio, mas não lhes entregou as credenciais - ela também ficou com as carteiras de trabalho dos profissionais. O caso foi registrado na 16ª DP e, segundo o delegado Fabio Ferreira, o crime foi configurado como estelionato. Até o início da noite de ontem, a mulher não havia sido identificada.

CLARICE CUDISCHEVITCH / RIO, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2013 | 02h03

Segundo os trabalhadores, Deise foi contratada como terceirizada pela rede de lanchonetes Bob's para recrutar os ambulantes. A assessoria do Bob's afirmou que contratou uma empresa para fazer esse recrutamento, mas que não cobra dos vendedores. Disse também que não reconhece Deise como funcionária.

Os ambulantes passaram todo o sábado na entrada da Cidade do Rock, à espera de uma atitude. "Vim de São Paulo e aluguei uma casa com outras três pessoas por R$ 600 no Recreio, além dos R$ 100 da passagem de ônibus", afirmou Jonas Ferreira Soares. Nilton Antonio Marques também veio de São Paulo. Ele tem o comprovante de transferência bancária de R$ 200 para a conta de uma das filhas de Deise, Vanessa Rodrigues de Souza. Já Fabio Teixeira Salvador transferiu dinheiro para a conta de outra filha, Danielle Rubim Santos de Oliveira. "Ela tem que dar uma satisfação para a gente. Se ela está aí dentro e está com medo de sair, que venha com escolta. Não vamos fazer nada com ela."

Os vendedores acusaram um homem, que seria irmão de Deise, de entregar credenciais e permitir a entrada de apenas alguns vendedores ambulantes. Ao ser abordado pela reportagem, o homem, identificado como Ezequiel Rosa, confirmou ser irmão de Deise, mas disse trabalhar para a rede de botequins Informal. "Se ela errou, não tenho nada a ver com isso. Mas entendo que eles tenham sido prejudicados."

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