REGINALDO PUPO/ESTADÃO
REGINALDO PUPO/ESTADÃO

Vendaval de até 106 km/h atinge Baixada Santista e litoral norte de São Paulo

Nove municípios registraram danos, como queda de árvores, semáforos, postes, ponto de ônibus e destelhamento de casas

Luiz Alexandre Souza Ventura e Reginaldo Pupo, Especiais para o Estado

27 de agosto de 2015 | 17h14

SANTOS - Um forte vendaval atingiu nove cidades da Baixada Santista e do litoral norte paulista entre a madrugada e a manhã desta quinta-feira, 27, derrubando árvores e semáforos e causando outros estragos.

Na Baixada Santista, foram registrados estragos em cinco cidades: Guarujá, Santos, Praia Grande, Peruíbe e Mongaguá.

No Guarujá, no distrito de Vicente de Carvalho, a velocidade dos ventos chegou a 106 km/h, segundo autoridades locais. De acordo com a Defesa Civil, foram registradas quedas de 19 árvores, mas não há informações sobre feridos.

Em Santos, estima-se que mais de 50 mil pessoas tenham ficado sem luz, afirma a CPFL Piratininga. Nas ruas, os semáforos de 27 cruzamentos ficaram apagados ou mantiveram o amarelo piscante, mas não houve registro de acidentes. Pelo menos 22 árvores foram derrubadas pelo vento. No bairro da Pompeia, perto da esquina da Rua Olavo Bilac com a Avenida Presidente Wilson, o vento levou parte do material usado na construção de um prédio de mais de 25 andares que fica em frente à praia. Pedaços de madeira e outros objetos voaram pela região, mas ninguém foi atingido, segundo o Corpo de Bombeiros. Os equipamentos da Base Aérea de Santos registraram ventos de até 85 km/h. 

Na Praia Grande também houve queda de árvores, telhas foram arrancadas em diversos imóveis e semáforos apagaram. Em Mongaguá, uma árvore caiu sobre uma casa no bairro da Pedreira, mas ninguém ficou ferido. Peruíbe também registrou falta de luz e árvores caídas, além de placas e telhados arrancados.

 

No litoral norte paulista, quatro cidades foram atingidas: Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba. Houve quedas de árvores, postes, pontos de ônibus, telefones públicos e o mar ficou agitado durante toda a manhã. Algumas embarcações ficaram à deriva e encalhadas na areia de algumas praias. 

Segundo a Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião, os ventos atingiram 93 km/h. O serviço de travessia por balsas entre São Sebastião e Ilhabela foi interrompido pouco antes das 8h, retornando por volta das 13h. A paralisação é uma recomendação da Capitania dos Portos quando os ventos atingem 21 nós (38km/h), por medida de segurança.

 

Em São Sebastião, uma árvore caiu na Rodovia Rio-Santos, na altura da Praia de Guaecá, deixando meia pista interrompida. Até as 15h, ela não havia sido removida. No bairro São Francisco, duas escolas suspenderam as aulas em razão de danos.

Em Caraguatatuba, um ponto de ônibus foi arrancado de seu local. Não há informações sobre feridos.

Segundo a meteorologista Bianca Lobo, do Climatempo, a ventania foi provocada pela chegada rápida de uma frente fria na região Sudeste, proveniente do sul do País, que encontrou uma atmosfera quente e abafada na Baixada Santista, fenômeno que provocou uma diferença de pressão. "Nas áreas mais frias, a pressão é maior. O vento sai dessas regiões e segue para áreas mais quentes, onde há menor pressão. Quanto maior for a diferença de pressão entre essas regiões, maior será a velocidade do vento", explica.

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