Venda de imóveis diminui em São Conrado por causa do confronto

RIO

Marcelo Auler, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2010 | 00h00

A troca de tiros entre policiais e traficantes em São Conrado, zona sul do Rio, na manhã de sábado, não assustou apenas moradores e turistas, mas também quem pretendia morar no bairro e negociava imóvel. Pelo menos dois corretores confirmaram ao Estado que o episódio assustou compradores.

José Oliveira e Silva, que tem a exclusividade na venda de um apartamento de quatro quartos e duas salas, de frente para o mar, estava com o negócio engatilhado. O pretendente - um carioca que sonhava em morar em São Conrado - havia visitado o imóvel no sábado anterior, apresentou proposta e marcou nova visita para o último sábado. Ao saber dos tiros, desistiu.

"Agora, só me resta esperar um pouco a poeira baixar para retomar a venda, senão o preço vai lá embaixo", afirmou Oliveira. Seu colega Dagoberto, corretor da Ética Imóveis, também teve uma visita agendada para o domingo suspensa. "Eu tinha uma visita marcada no condomínio que fica ao longo da Avenida Niemeyer, que vai até a Rocinha. Um apartamento de quatro quartos. No domingo ela desistiu do negócio e disse que era por conta do ocorrido", disse o corretor.

Outros dois profissionais, porém, discordam dessa avaliação. Cristiane, da Só Imóveis, acha que nada afetará o bom momento do mercado imobiliário no Rio, e também em São Conrado. "É uma área nobre, supervalorizada, mesmo com a Rocinha. Esses eventos ocorrem no Rio inteiro, não apenas ali." A corretora Cintia, da Imobiliária R. Gentil, tem um cliente que continua interessado em adquirir imóvel no bairro. "Ele falou que no Rio as pessoas já estão habituadas com isso."

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