Venda de brinquedos piratas continua na 25

Uma semana após recolhimento de quase 3 mil peças em megablitz, jogos e bonecos sem selo de qualidade são oferecidos de forma mais discreta

CAMILLA HADDAD , JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2012 | 03h04

Uma semana depois da megablitz da Polícia Civil recolher 3 mil brinquedos que representavam riscos às crianças, peças semelhantes voltaram ser expostas nas lojas da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo. No Shopping 25, por exemplo, os alvos da operação só vendiam artigos infantis de forma mais discreta: no 2.º andar do prédio. No térreo, as peças estavam misturadas a relógios coreanos e bolsas.

Os bonecos, carrinhos, jogos e outras peças foram flagrados pela reportagem ontem sem o selo de qualidade, o que, segundo a polícia, atesta que o produto é seguro para a criançada. Em uma das lojas, a vendedora oferecia para o Dia das Crianças peões apenas em saquinhos plásticos, sem identificação. Bonecos de pelúcia estavam sem etiqueta ou selo de segurança do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

No lado de fora, camelôs tentavam chamar a atenção dos pais com os brinquedos dentro de sacolas, uma vez que não têm licença para a venda. No dia da blitz, até esses vendedores tinham sido fiscalizados.

A designer Amanda Amorim, de 38 anos, veio do interior do Estado e estava carregada de sacolas. "Tenho muita criança para presentear e aqui é um paraíso, sem contar os preços", afirma. Mesmo sem selos, os brinquedos seriam diversão garantida. "É só usar com cuidado que não tem risco."

Polícia. O Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania (DPPC), responsável pela blitz da semana passada, informou que não pretende realizar outra operação até o Dia das Crianças.

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