Vazão menor no Cantareira vale desde novembro

Medida da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) não era cumprida sistematicamente

Lucas Sampaio , ESPECIAL PARA O ESTADO

07 Março 2015 | 03h00

CAMPINAS - A retirada de menos água do Sistema Cantareira, como ordenou decisão judicial de quinta-feira, 5, já estava prevista pelos gestores do manancial desde 17 de novembro. No entanto, a medida da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) não era cumprida sistematicamente. 

Uma resolução conjunta autorizou o uso da segunda cota do volume morto, “considerado um volume mínimo a ser garantido em 30 de abril de 2015”. A norma não estipulava um valor fixo - a decisão judicial obriga a preservação de 10%.

Entre novembro e março, o planejamento de retirada de água de ANA e DAEE descumpriu a estimativa de longo prazo e tratou do mês em questão. “Isso reforça a necessidade de uma postura firme do Poder Judiciário, porque não é concebível que os próprios órgãos gestores descumpram o que eles determinaram”, diz a promotora Alexandra Facciolli.

A ANA não informou o porquê de o planejamento de longo prazo não ter sido incluído. O DAEE afirmou que não haveria tempo hábil para responder.

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