Vazamento na São Francisco revolta alunos

Água atingiu cerca de 500 obras da biblioteca da Faculdade de Direito; estudantes prometem ato

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2010 | 00h00

Um vazamento ocorrido anteontem na biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo molhou vários livros encaixotados no local desde o início do ano. A acusação vem de alunos e funcionários, que prometem procurar o Ministério Público e organizar uma manifestação contra a diretoria da unidade.

Cerca de 500 livros do acervo podem ter sido afetados pela água. Segundo funcionários da biblioteca, que preferiram não se identificar por temer reprimendas da universidade, o vazamento começou no encanamento do 5.º andar do prédio por volta das 21h40 de segunda-feira.

A água teria então vazado pelo fosso do elevador ? inativo desde a mudança da biblioteca para o prédio, vizinho da faculdade ? e inundado parcialmente o 3.º piso, onde várias caixas cheias de códigos estavam empilhadas desde o início do ano. "Havia uma cascata caindo dentro do elevador", disse um deles.

Logo, os funcionários retiraram os livros da área inundada, mas cerca de dez caixas acabaram molhadas. Um bombeiro foi ao local na mesma noite e desligou o registro para parar o vazamento ? ontem, não havia água nos banheiros. O acesso à biblioteca só foi permitido aos alunos na tarde seguinte, sob a condição de que fossem acompanhados por uma professora. Quando o grupo entrou, as caixas atingidas já haviam sido retiradas, mas ainda havia poças d"água e manchas de umidade.

Para o Centro Acadêmico XI de Agosto, a situação é revoltante. "Vamos procurar o Ministério Público e abrir uma representação", disse o coordenador Guilherme Siqueira. O CA promete também manifestação amanhã.

Falta de estrutura. A briga entre os estudantes e a diretoria sobre a situação da biblioteca data de fevereiro deste ano, quando a mudança para o prédio na Rua Senador Feijó foi decidida pelo então diretor da unidade, João Grandino Rodas ? atual reitor da USP. Desde aquela época, a maior parte dos livros ainda está encaixotada e alunos reclamam que têm tido problemas quando precisam consultar alguma bibliografia.

Procurada pela reportagem, a diretoria da Faculdade de Direito não foi encontrada até 23 horas para comentar o caso.

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