Vazamento de gás isola ruas do centro de SP

Após barulho de explosão e fumaça, forte cheiro se espalhou por arredores da Conselheiro Crispiniano

Diego Zanchetta - O Estado de S. Paulo,

16 de agosto de 2012 | 18h21

Texto atualizado às 22h15.

SÃO PAULO - Um forte cheiro de gás nas ruas do centro de São Paulo adiantou o fim do expediente de milhares de paulistanos na tarde desta quinta-feira, 16. Um vazamento na Rua Conselheiro Crispiniano, altura do número 120, interditou ruas da região e parou o centro da capital em plena hora do rush.

Por volta das 17 horas, um barulho de explosão foi ouvido por vizinhos, que também viram fumaça saindo de um dos respiros da rua. Bombeiros foram chamados às 17h12 e acionaram a Comgás e a Eletropaulo.

Ninguém ficou ferido, mas moradores deixaram suas casas, comerciantes baixaram as portas e houve correria. Até garis da Prefeitura correram pelo Viaduto do Chá em desespero.

Prédios públicos, como o da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Teatro Municipal, a cerca de 300 metros de distância do foco do vazamento de gás, chegaram a ser evacuados.

Pontos de ônibus ficaram lotados de pessoas tentando voltar para casa, sobretudo funcionários das lojas do centro que foram liberados mais cedo. O Metrô, porém, não interrompeu as operações.

Bombeiros chegaram a recomendar que a Eletropaulo cortasse a energia elétrica da região, mas, mais tarde, julgaram que isso não era mais necessário. No começo da noite, curiosos se aglomeravam ao redor do prédio número 120 da Conselheiro Crispiniano, onde o cheiro começou.

O trânsito da região, que já costuma ser complicado no horário, travou. Ruas do entorno do Largo do Paiçandu, do Viaduto do Chá e da Praça Ramos de Azevedo, como a Líbero Badaró e a Xavier de Toledo, foram interditadas por agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) entre 18h e 19h.

O gás vazou por cerca de 50 minutos. Segundo técnicos da Comgás, houve um "afundamento do solo" na calçada da Conselheiro Crispiniano, o que teria danificado uma caixa que regula a pressão do gás, equipamento chamado de CRC. Mas a empresa ainda não sabia, às 20h desta quinta, o motivo do afundamento do solo nem onde exatamente começou o problema.

Técnicos fecharam duas válvulas da região e, às 18h40, o vazamento já havia sido oficialmente controlado. Pelo menos 150 clientes tiveram o gás cortado à noite, mas a empresa promete retomar o serviço ainda na manhã desta sexta-feira, 17.

Risco. O cheiro forte de gás ainda era sentido duas horas depois do vazamento, às 19h, mas às 20h já havia se dissipado. O movimento nas ruas também era mais tranquilo.

Em nota oficial, a Prefeitura recomendava à população evitar as ruas do centro.

"O perigo de inflamabilidade existe, mas não é tão grande. Só é iminente no local do vazamento", disse o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo. / Colaboraram Nataly Costa, Bruno Ribeiro e Juliana Deodoro.

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