Vazamento de gás fecha espaço aéreo do Rio

Pousos e decolagens foram suspensos por 40 minutos após tubulação ter sido perfurada na torre de comando da Aeronáutica no Tom Jobim

Kelly Lima, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2011 | 00h00

Um vazamento de gás atingiu a torre de comando da Aeronáutica localizada no Aeroporto Internacional Tom Jobim e fechou na manhã de ontem, por cerca de 40 minutos, o espaço aéreo do Rio de Janeiro.

Em nota divulgada à noite, o comando da Aeronáutica informou que uma empresa terceirizada que fazia obras no aeroporto perfurou, acidentalmente, uma tubulação de gás.

O vazamento atingiu o ambiente de trabalho dos controladores de tráfego aéreo por meio do sistema de ar-condicionado. "De acordo com o previsto no Plano de Segurança daquela torre, as aeronaves em voo foram transferidas para outros órgãos de controle e as instalações foram evacuadas. As operações de pousos e decolagens dos Aeroportos do Galeão e Santos Dumont foram interrompidas entre 10h40 e 11h15 (horário de Brasília)", informou a nota.

Para restabelecer as operações, os controladores retornaram ao trabalho utilizando máscaras. A operação só retornou à completa normalidade às 11h50. Vinte e nove voos foram cancelados durante todo o dia nos aeroportos Santos Dumont e Galeão; 26 partidas foram realizadas com atraso.

O vazamento teria provocado uma pequena explosão. Inicialmente, chegou-se a cogitar se teria sido uma ação criminosa. Em entrevista à rádio ESPN Estadão, pela manhã, o Coronel da Aeronáutica Henry Munhoz disse que o problema de vazamento de gás que interditou o espaço aéreo foi controlado com razoável rapidez.

Ele contou como ocorreu a contaminação da sala de controle aéreo pelo gás que vazou no acidente. "Houve a incapacidade de proporcionar um controle de tráfego naquela localidade e os pousos e decolagens tiveram que ser suspensos", afirmou.

Na entrevista, o coronel afirmou que não houve feridos entre os controladores. "Todos deixaram a sala e foram substituídos por outros profissionais que estão operando com máscaras, enquanto a empresa de serviços conclui a reversão do vazamento", disse.

A atual situação dos aeroportos no País é uma das principais preocupações em relação à infraestrutura necessária para realização da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016, no Rio de Janeiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.