Vazamento de esgoto é investigado como crime ambiental

O rompimento do tanque de uma estação de tratamento de esgoto em Niterói, no Rio, está sendo investigado como crime ambiental pela Polícia Civil. Ontem, um dia depois da enxurrada de lama e dejetos que deixou dez pessoas feridas e arrastou mais de 20 carros, funcionários da concessionária Águas de Niterói, responsável pela estação, ainda trabalhavam na limpeza de ruas, casas e estabelecimentos comerciais.

Tiago Rogero / RIO, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2011 | 00h00

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que vai multar a empresa pelo acidente, mas o valor ainda será definido. Segundo o diretor da Águas de Niterói, Dante Luvisotto, a empresa vai arcar com os prejuízos de moradores e comerciantes.

O diretor afirmou que o laudo com os motivos do acidente deve ficar pronto em até dois dias. "É claro que houve um problema, precisamos agora saber o que é, para que não se repita." A estação passava por obras de ampliação. Segundo Luvisotto, o serviço de tratamento de esgoto em Niterói não foi afetado.

Técnicos do Instituto e peritos da delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil estiveram na estação, próxima do Mercado de São Pedro, tradicional entreposto de pescados. Segundo o delegado Fábio Pacífico, a empresa pode ser indiciada, já que o acidente colocou em risco a saúde das pessoas - algumas chegaram a ingerir a água que vazou da estação.

Entre os feridos, oito foram liberados e dois transferidos, do Hospital Estadual Azevedo Lima, para o Hospital das Clínicas de Niterói, onde permanecem internados, sem risco de morrer.

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