Vazamento danifica imóvel

LENTIDÃO E BUROCRACIA DA SABESP

O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2012 | 03h04

Em 11/2/2011 solicitei à Sabesp uma vistoria em meu imóvel, que, por causa de um vazamento de água da rua, estava com rachaduras na calçada, nos muros da frente e nas laterais, nos pilares da garagem e no piso. Em 7/11/2011, dois técnicos e um perito me informaram que o laudo sairia em 60 dias (23/2/2012). Pois bem, como até o dia 17/7/2012 o laudo ainda não havia sido apresentado, reclamei à Coluna. Na ocasião, esteve em minha residência um técnico da Sabesp que me entregou o relatório discriminando os danos sofridos no imóvel.

Ficou combinado de eu enviar três orçamentos e a documentação do imóvel - a indenização sairia em 60 dias, segundo ele. Achei que o problema estava solucionado, mas, após providenciar e entregar toda a papelada, informaram que não seria possível pagar o valor solicitado! Lembro que a obra deve ser feita o mais rápido possível, pois há risco de o terreno "afundar". Tenho ligado toda a semana no setor de sinistros da Sabesp para cobrar urgência na aprovação do processo, mas ninguém atende. Mais um pouco e o problema completa dois anos.

SILMARA GONÇALVES DOS SANTOS / SÃO PAULO

A Sabesp informa que a documentação e os orçamentos foram entregues pela leitora, que foi orientada sobre o andamento da solicitação. A conclusão do processo sairá em até 90 dias.

A leitora reclama: Por que a Sabesp pede três orçamentos de mão de obra e de material, e se recusa a pagar pelo valor orçado? Se não fosse esse vazamento, minha casa estaria em perfeitas condições, pois foi toda reformada em 2010.

ANS

Convênios mais caros

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão do governo que regulamenta os planos de saúde, autorizou aumento de 7,93% para os planos que fazem aniversário no mês de novembro. Gostaria de entender como foi calculado este valor e em que foi fundamentado, já que o índice oficial de inflação não é esse. Como sempre, o consumidor brasileiro está sendo enganado.

MARIA TEREZA MURRAY

/ SÃO PAULO

A Agência Nacional de Saúde Suplementar esclarece que há uma diferença entre os índices de inflação e o índice de reajuste dos planos de saúde. Os índices que medem a inflação refletem a variação de preços dos insumos de diversos setores. Já o índice de reajuste divulgado pela ANS não se caracteriza como um índice de preços. Ele é composto pela variação da frequência de utilização de serviços pelos beneficiários, da incorporação de novas tecnologias e pela variação dos custos de saúde, sendo um índice de valor. A diversidade entre as duas metodologias na apuração dos resultados impossibilita, portanto, qualquer comparação.

A leitora comenta: A resposta da agência reguladora é evasiva. Se há vários modos de se reajustar os serviços, o mesmo não ocorre com as aposentadorias. Mais uma vez o discurso não se baseia na realidade e mais uma vez a população fica prejudicada.

RUA VERBO DIVINO

Gambiarra na rede elétrica

Fiz uma foto no dia 4 de outubro que retrata a situação precária da fiação elétrica na Rua Verbo Divino, altura do n.º 193. A "instalação" está mais para uma gambiarra, com um emaranhado de fios, alguns deles soltos e caídos, assim como os cabos. Essa gambiarra foi feita no início de julho, após terem trocado o poste de lugar, e até hoje está desse jeito. A AES Eletropaulo empurra o problema para a NET, que, por sua vez, culpa a Telefônica/Vivo pelo serviço malfeito. E nós, os moradores da rua, temos de sofrer as consequências.

DANIELLE GOLDSTEIN

/ SÃO PAULO

A NET informa que as questões citadas foram solucionadas.

A AES Eletropaulo informa que os fios mencionados na reclamação não são de energia elétrica. A distribuidora não tem autorização para realocar equipamentos de outras empresas. As companhias que utilizam os postes da AES Eletropaulo são sempre informadas previamente sobre todos os serviços programados para regularizar a fiação do serviço prestado. Salienta, ainda, que notificou os responsáveis em 1º de agosto e reiterou o pedido no dia 9 de outubro.

A Telefônica/Vivo não respondeu.

A leitora relata: Uma nova foto, feita anteontem, mostra como o problema foi "solucionado" pelos responsáveis. Alguns fios caídos foram "enrolados" e o emaranhado de fios e cabos não só continua, como agora está maior. O que acham?

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