Vaticano veta missa campal em Aparecida

Ao contrário do que pretendia o arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal d. Raymundo Damasceno Assis, o papa Francisco celebrará uma missa dentro do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, para 15 mil fiéis, e não no pátio externo, para 250 mil. O Vaticano negou, por razões de segurança, pedido do cardeal e seu bispo auxiliar, d. Darci José Nicioli.

José Maria Mayrink, enviado especial / Aparecida, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2013 | 02h04

O papa desembarca no Rio no dia 22 para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). No dia 24, viaja para Aparecida e volta para a capital fluminense no mesmo dia. Ele retorna para o Vaticano no dia 28. Ontem, no santuário, d. Damasceno e os prefeitos de Aparecida, Márcio Siqueira (PSDB), e de Guaratinguetá, Francisco Carlos Moreira dos Santos (PSDB), revelaram como andam os preparativos.

Ele disse que não se decepcionou com a decisão do Vaticano. "O papa aparecerá na Tribuna Bento XVI, na entrada principal do santuário, para abençoar o povo, rezar e, eventualmente, falar algumas palavras, como é de seu estilo", disse d. Damasceno. Francisco percorrerá o pátio no papamóvel.

Das 15 mil pessoas que serão admitidas no templo, cerca de 3 mil serão convidados, autoridades e religiosos. As outras 12 mil pessoas terão de madrugar para conseguir um lugar. A entrada é por ordem de chegada e todos terão de passar pelo detector de metais. As portas abrem às 5h30 e a missa começa às 10h30.

Depois da missa, o papa vai para o Seminário Bom Jesus, onde almoçará com sua comitiva, bispos, padres e seminaristas. Fará um repouso na Pousada Bom Jesus, onde ficaram João Paulo II, em 1980, e Bento XVI, em 2007, e receberá religiosas de mosteiros de clausura. No fim da tarde, embarca em helicóptero de volta ao Rio.

"Compreendo que o papa quisesse visitar Aparecida como um peregrino devoto de Nossa Senhora, com uma agenda discreta e quase anônimo, mas isso não é possível", disse d. Damasceno. O papa esteve na cidade em 2007, na 5.ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Era então o cardeal Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires.

D. Damasceno admite a possibilidade de haver manifestações na região. "Para quem já estiver no Rio, é aconselhável não vir a Aparecida, porque não se sabe como poderá voltar."

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