Varrição: aumento de 28% na verba

Kassab determinou acréscimo de R$ 200 milhões à parte do orçamento destinada às empresas responsáveis pela limpeza das ruas

DIEGO ZANCHETTA, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2012 | 03h05

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) turbinou com mais R$ 200 milhões o orçamento para a limpeza das ruas de São Paulo em 2012. O volume de recursos representa acréscimo de 28% sobre a verba anual destinada às novas empresas que assumiram a varrição em dezembro. Kassab pode usar o novo aporte, a maior parte remanejada de obras para melhorias em bairros, tanto nos contratos da coleta do lixo quanto nos da limpeza das calçadas.

Os contratos da varrição e da coleta somam um total de R$ 1,8 bilhão que Kassab vai ter para investir na limpeza em 2012, 25% a mais do que no ano passado. A medida, publicada no Diário Oficial da Cidade de sábado, reforça mais uma vez que deixar a cidade mais limpa virou um dos maiores trunfos do prefeito na tentativa de reverter sua má avaliação entre a população, antes da corrida eleitoral deste ano, na qual tenta compor uma aliança entre o seu PSD e o PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos primeiros 30 dias, desde que as novas empresas assumiram o serviço de remoção de sujeira das calçadas, em 17 de dezembro, a Prefeitura registrou aumento de 20% no volume coletado pelos varredores, que agora também recolhem os entulhos e restos do lixo da coleta.

Reportagem do Estado publicada há duas semanas também mostrou que a limpeza melhorou em bairros da periferia e em avenidas comerciais da região central. Entre os novos serviços realizados pela empresas de varrição desde dezembro está o uso de caminhões-pipa, que lavam as calçadas logo após a varrição. A melhora é visível principalmente no centro. Outra novidade é a varrição aos domingos, que não existia antes.

Com os R$ 200 milhões de crédito adicional para a limpeza, a Prefeitura poderá solicitar a contratação de mais profissionais.

Mudança. Com as alterações no sistema municipal, agora os varredores passam até dez vezes por dia em ruas perto de estações do metrô e de terminais de ônibus, por exemplo. Os contratos são de R$ 2,25 bilhões e valem pelos próximos três anos.

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