Vários consulados já facilitam vistos

China reforma prédios para melhorar acomodações, enquanto Japão tenta manter prazo curto, mesmo com ida do Corinthians ao Mundial

O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2012 | 03h09

A disputa pelo turista brasileiro foi parar nos consulados. Para não ficar para trás, países que ainda exigem visto começam aos poucos a facilitar a entrega do documento, seguindo a política adotada pelos Estados Unidos recentemente. Essa facilitação vai desde uma melhora no atendimento - com a reforma das instalações ou a contratação de mais funcionários - até a transformação do processo em totalmente eletrônico.

Países como México, Austrália, China e Japão lideram esse movimento. O consulado da China no Jardim América, por exemplo, está em reforma - estão construindo um novo prédio administrativo para acomodar uma maior quantidade de funcionários, contratados em razão da demanda.

Em cinco anos, dobrou o número de vistos emitidos para brasileiros que desejam passear ou fazer negócios em território chinês. Segundo o cônsul-geral-adjunto da China, Wang Feng, o total de carimbos concedidos passou de 20 mil em 2006 para mais de 40 mil no ano passado.

Feng diz que, quando terminar a obra do prédio, outra vai começar, desta vez na casa onde os solicitantes de visto são atendidos. As instalações serão ampliadas para acomodar melhor as pessoas na fila.

Na quinta-feira passada, o empresário Flavio Minoru, de 37 anos, retirou a autorização para viajar à China. "Foi tranquilo, sem filas ou atrasos. O visto saiu em dois dias, mas só porque eu estava com a documentação em ordem. A lista de exigências ainda é bem grande. Pedem até cópia dos vistos anteriores e, em caso de negócios, uma carta-convite do governo chinês", diz.

De SP a Tóquio. A classificação do Corinthians para o Mundial de Clubes em dezembro, no Japão, movimenta desde setembro os corredores do consulado em São Paulo, onde funcionários correm para manter o padrão de qualidade e o prazo de entrega, que é de dois a três dias.

Quem entra na fila sai satisfeito. É o caso dos noivos Lielson Tiozzo Santana, de 26 anos, e Valéria Nery, de 32. Corintianos, marcaram a data do casamento a tempo de embarcar com o time para o Japão.

"Tiramos o visto há cerca de um mês, depois de nos informarmos sobre os procedimentos corretos. Apesar da alta procura, o prazo foi cumprido. Nem precisamos da ajuda de despachantes, que cobram caro pelo documento. Por nossa conta, cada um saiu por R$ 61", diz Santana.

Austrália. Desde o começo do ano, quem vai para a Austrália também teve a vida facilitada com o visto eletrônico, válido desde fevereiro para quem tem passaporte brasileiro. Basta preencher um formulário na internet e pagar a taxa de valor equivalente a R$ 240, usando cartão de crédito internacional.

O sistema da embaixada australiana faz uma análise dos dados do solicitante online. Em alguns casos, o visto chega a sair no mesmo dia, em até 8h. O prazo máximo é de 10 dias úteis.

Quem pretende viajar para o México, por exemplo, também não precisa mais comparecer ao consulado em busca do visto. Basta preencher um formulário digital disponível na internet e apresentá-lo no dia da viagem diretamente à companhia aérea, sem custo adicional.

O processo, no entanto, só é possível se a empresa estiver cadastrada no Sistema de Autorização Eletrônica (SAE). No Brasil, oito das nove empresas que voam para o México possuem o sistema, incluindo TAM, Gol, Taca, Lan e Aeromexico. Visto americano válido também é suficiente para entrar no México.

Desde o começo do mês, brasileiros ainda podem ir sem visto para outros quatro países: Malta, Estônia, Chipre e Letônia, todos na Europa. As facilidades são apenas para quem vai a turismo e pretende passar até 90 dias nesses locais. / ADRIANA FERRAZ, NATALY COSTA e ANDRÉ CABETTE, ESPECIAL PARA O ESTADO

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