Varig troca aeronaves e prejudica passageiros em Cumbica

Com um avião quebrado, aeronave que iria para Caracas acabou levando os passageiros de um vôo para Paris

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

04 de julho de 2008 | 04h46

Passageiros do vôo 8942 com destino a Caracas, na Venezuela, foram prejudicados na madrugada desta sexta-feira, 4, por uma manobra realizada pela companhia aérea Varig minutos antes do embarque à 0h55. O vôo estava marcado para o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos. Entre os passageiros, que ocupariam cerca de 80% das poltronas, há 15 atletas, muitos de 16 anos, dois dirigentes da Confederação Brasileira de Tiro com Arco e o técnico da seleção juvenil. O elenco viaja para Venezuela para participar do Panamericano, que servirá para a delegação brasileira escolher o representante brasileiro para os jogos olímpicos de Pequim, na China. Segundo os passageiros, que já estavam em fila para embarcar, foi solicitado pela companhia que eles deveriam ir até o portão 16, onde estavam passageiros com destino a Paris. Sem saber que a aeronave com destino à capital francesa havia quebrado e o vôo, conseqüentemente tinha sido cancelado, os passageiros que viajariam para Caracas foram até o local indicado. Enquanto isso, os passageiros do vôo para Paris se dirigiram até o portão 22, a pedido da Varig, embarcando minutos depois na aeronave que originalmente iria para a Venezuela. "Sou apenas uma funcionária, não posso fazer nada. O senhor está pedindo para eu ser sincera, eu estou sendo. Não temos mais avião e não tem como mandarmos vocês para um hotel". Essas foram as palavras que um dos passageiros, o jornalista Reginaldo Daniel da Silveira, acompanhado da esposa, ouviu da funcionária da Varig. "Um dos policiais federais que nos abordaram foi truculento. O pessoal (grupo de passageiros) foi até o setor de reclamações aqui do aeroporto para registrar queixa e nos foi dito que não havia nenhuma autoridade e que deveríamos esperar pela abertura do setor", relatou o jornalista. "Essa é a primeira viagem destes garotos para o exterior e logo de cara já passam por isso. Ninguém informa nada aqui. Já estamos cansados. Pelo que reparei aqui, acho que esse procedimento da empresa área ocorre sempre", afirmou Maurício Paz Vasconcelos, um dos dirigentes da Confederação Brasileira de Tiro com Arco. "Me senti discriminado", foram as palavras de um venezuelano que embarcaria no vôo para Caracas.  No site da Infraero, o vôo que não sai do aeroporto no horário programado aparece ou como "cancelado" ou como "atrasado". Em relação ao vôo 8942, aparece "procurar a empresa aérea". Por volta das 4 horas desta sexta-feira, com expectativa de embarcar somente às 8 horas em um vôo marcado para a Argentina, os passageiros com destino a Caracas foram impedidos pela Polícia Federal de se aproximar da imprensa. A reportagem do Estadão.com.br tentou sem sucesso falar com a Varig.

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