Vanessa: decretada prisão de suspeito

Acusado de matar a jovem cumpriu 14 anos de prisão e morava a 550 m da casa da família da vítima, em Carapicuíba; ele está foragido

Elvis Pereira e Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2011 | 00h00

A Justiça decretou ontem a prisão temporária, por 30 dias, de um dos assassinos da coordenadora de vendas Vanessa de Vasconcelos Duarte, de 25 anos. O procurado, um ex-presidiário, morava a cerca de 550 metros da casa da família da vítima, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Para a polícia, o vizinho a sequestrou com objetivo de estuprá-la.

"Na nossa convicção e dentro das provas que temos, ele é um dos autores do crime", afirmou o delegado Zacarias Katzer Tadros, responsável pela investigação. "Estamos atrás dessa pessoa. Há um pouco de dificuldade, mas temos outros elementos agora que estão nos permitindo chegar perto dele."

Até as 20 horas de ontem, o suspeito estava foragido. Trata-se do homem negro descrito no primeiro retrato falado divulgado pela polícia. Ele cumpriu 14 anos de prisão, principalmente por roubos, e fugiu da cadeia após progredir do regime fechado para o semiaberto, no qual pode passar parte do dia na rua.

O nome do acusado é mantido em sigilo. "Se eu der, daqui um pouco vamos ter um sujeito que vai ficar foragido por três, quatro anos", justificou Tadros, que definiu o procurado como um criminoso "contumaz".

Segundo a polícia, o vizinho fazia parte da rotina de Vanessa e a conhecia visualmente havia algum tempo. O contato deles era diário. "Ele já deveria estar monitorando ela e aproveitou uma situação de descuido para rendê-la", acrescentou o delegado. Para Tadros, os assassinos pretendiam violentar a vítima. "A intenção não era só subtrair algo dela." Os criminosos levaram a bolsa e o celular de Vanessa, mas não efetuaram saques da conta bancária.

A polícia espera deter o primeiro acusado, cuja participação considera preponderante no crime, para encontrar o comparsa. Cogita-se a possibilidade de os dois acusados serem parentes. O resultado da perícia deverá indicar o papel de cada um no crime.

Abordagem. Vanessa foi rendida na manhã de sábado pouco após deixar a casa em que morava com o noivo, Luiz Vanderlei de Oliveira, em Barueri. Ela dirigia o carro dele, um Fiesta. Originalmente, ela seguiria para um posto de gasolina em Carapicuíba, onde se encontraria às 9h20 com três amigas do trabalho.

Por meio de testemunhas, a polícia já sabe que, após ser rendida, Vanessa foi levada em seu carro, dirigido por um dos criminosos, enquanto o outro os seguiam em uma moto. A coordenadora de vendas foi levada para um matagal perto da Rodovia Raposo Tavares, em Vargem Grande Paulista. Por volta das 10 horas, ela morreu estrangulada, após ser agredida e estuprada.

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