Vândalos fazem arrastão em São Vicente

Roubo envolveu cerca de 700 pessoas e aconteceu perto das 3h

Rejane Lima, de O Estado de S. Paulo,

03 Janeiro 2009 | 06h49

Outro arrastão de vandalismo assustou a turistas e moradores da Baixada Santista na madrugada deste sábado, 3. Dois dias depois da ocorrência em Praia Grande, a vizinha São Vicente foi vítima de situação similar, embora em menor proporção. De acordo com o Boletim de Ocorrência de dano qualificado registrado na Delegacia Sede de São Vicente, 800 arruaceiros destruíram vidraças de carros e comércios nas praias do Gonzaguinha e da Biquinha na madrugada.   Veja também: Arrastão em Praia Grande deixa carros e lojas destruídos Veja vídeo das câmeras da polícia na hora do arrastão  Prefeito de Praia Grande-SP lamenta arrastão   A confusão começou por volta da 1h50 da madrugada, quando os vândalos atiraram uma garrafa em uma viatura da Polícia Militar estacionada na praia do Gonzaguinha. O grupo estaria vindo de um show do cantor Belo realizado na praia do Itararé, distante um quilômetro. A PM chamou reforço e cerca de 15 viaturas foram até o local para dar apoio.   O BO informa que os vândalos quebraram placas, lixeiras, telefones e vidraças dos carros. Uma das vidraças frontais do supermercado Compre Bem, na avenida Presidente Wilson, também foi estilhaçada. No entanto, a Prefeitura de São Vicente informou que não sofreu prejuízos materiais e que o episódio não tem relação com o show realizado na Praia do Itararé, onde segundo a prefeitura não houve nenhum incidente e terminou às 23h30.   O Comandante da PM da Baixada Santista e Vale do Ribeira, coronel Jorge Luiz Alves, dispersou o tumulto com equipamentos não letais. "Foi utilizado gás de pimenta, bombas de efeito moral, escudo, cacetete e balas de borracha. Um policial ficou levemente ferido". Segundo o comandante, os vândalos atiraram contra a polícia pedras, garrafas e fogos de artifício (inicialmente confundidos com bombas caseiras).   O advogado aposentado Cláudio Ferreira Couto, de 73 anos, assistiu ao arrastão da janela do seu apartamento, no edifício Mirante, no caminho da Ponte Pêncil. "Eu ouvi o barulho e fui para a janela, vi uma correria enorme e peguei o binóculo. Era muita gente, como nunca vi aqui em São Vicente, vinham correndo e destruindo os carros estacionados". O advogado afirma que viu dez viaturas no local e os policiais utilizando gás lacrimogêneo, mas acredita que a polícia deveria ser mais enérgica. "O pessoal não está respeitando mais e não tendo cultura e educação para respeitas, tem que obedecer pela força".   Segundo a PM, não foi possível identificar no meio da multidão quem começou a provocação à polícia, mas cinco pessoas envolvidas com a baderna foram detidas. Dos cinco detidos, quatro moram em São Vicente, entre eles dois menores, e um mora na capital paulista. Eles foram encaminhados para a delegacia e dispensados após averiguação.   O delegado assistente de São Vicente, Luiz Fernando Salvador, afirmou que a investigação já está apurando os autores dos danos. Ele orienta que os proprietários de veículos e estabelecimentos comerciais que sofreram prejuízos devem comparecer à delegacia para registrar ocorrência. "Se os comércios tiverem câmeras que filmaram a ação, as imagens podem ajudar a identificar os envolvidos".   Proprietária do quiosque Bacana Lanches, Lucia Diniz, de 37 anos, trabalhava na hora do arrastão. "Estava tudo tranqüilo quando, de repente, veio aquele corre-corre com a polícia atrás. Foi um mar de gente correndo e gritando", disse a comerciante, que em cinco anos trabalhando na praia do Gonzaguinha, nunca viu nada parecido. "Os clientes saíram correndo sem pagar, daí fechamos tudo e fomos embora. Não tinha como trabalhar depois daquilo".   Ampliada às 13h02

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