'Vampiro Vlad' não é portador do vírus HIV, aponta exame

Com o resultado negativo, rapaz fica livre da acusação de tentativa de homicídio; outro laudo confirma mordidas

Sandro Villar, especial para o Estadão,

20 de novembro de 2007 | 18h52

O ajudante-geral Vandeir Máximo da Silva, conhecido como Vlad, o vampiro de Presidente Prudente, não é portador do vírus HIV, que transmite a AIDS. O exame de sangue que ele fez deu resultado negativo, segundo o laudo do Laboratório de Análises Clínicas Marlene Spir, assinado pelo médico Luiz Felici Neto. "Não reagente", escreveu o médico. Preocupado com a possibilidade de Silva ser soropositivo, o delegado Dirceu Gravina, que apura as denúncias de vampirismo, solicitou a realização do exame."Pedi o exame por causa da possibilidade de crime sexual. Ainda bem que deu negativo. Se tivesse dado positivo, os menores poderiam ser contaminados pelas mordidas no pescoço e pelo sangue que beberam de mãos e pulsos cortados", explica o policial. Com o resultado negativo, Vlad fica livre da acusação de tentativa de homicídio. Mas ele corre o risco de ser condenado de três meses a um ano de prisão por causa de lesão corporal leve. É que a polícia recebeu nesta terça o primeiro laudo que comprova as mordidas no pescoço. "Até então eram só hipóteses e especulações. Agora não, as mordidas, com cicatrizes, estão bem definidas pelos caninos avantajados dele", diz Gravina. O Estado teve acesso ao laudo e constatou que há dois furos bem definidos no pescoço fotografado de um jovem. Os laudos são assinados por dois médicos-legistas do IML de Presidente Prudente, que não querem ser identificados.

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