'Vampiro' de Presidente Prudente se apresenta à polícia

Segundo vítimas, Vlad prometia a imortalidade ao morder o pescoço delas, chupando seu sangue

Solange Spigliatti, estadao.com.br

07 de novembro de 2007 | 15h13

Com a promessa de melhorar o mundo, Valdeir Máximo da Silva, 27, autodenominado de Vlad, teria atraído pelo menos 15 adolescentes de Presidente Prudente para a sua seita Legião de Salvadores do Mundo, cujo templo ficaria em São Paulo. O "vampiro" Vlad também prometia a imortalidade ao morder o pescoço das vítimas, chupando o sangue delas. Um garoto acreditou que viraria vampiro após ser mordido.   A seita só não deu certo porque, desde o fim de outubro até ontem, os pais de cinco menores deram queixa na Polícia. Vlad se apresentou a polícia na manhã desta quarta, para prestar depoimento, segundo informações da polícia. Ele é acusado de aliciar jovens e morder seus pescoços para que eles se tornem "seres da noite". Segundo a polícia, o delegado Dirceu Gravina, titular do 4º Distrito, estava ouvindo o depoimento do suspeito e de suas vítimas, por volta das 14 horas.   O "vampiro prudentino" tem passagens pela Polícia e pode não sair livre sem ser enquadrado em nenhum delito, já que os jovens, incluindo três meninas, participaram das reuniões com Silva de livre e espontânea vontade. É o caso, por exemplo, dos irmãos F.D.P., 15, e F.D.P., 14, ambos estudantes.   "Eu estava certo de que seria vampiro depois que ele mordeu o meu pescoço e engoliu o sangue. Foi como se eu tivesse tomado uma injeção. Ele tem caninos afiados e vi os dentes crescerem de 3 a 4 centímetros. Por isso, acreditei que pudesse me tornar um vampiro, mas ele me disse que isso "é só com o tempo", contou um deles, que admitiu ter sido influenciado por filmes de terror. Apesar de achar que Vlad é "do bem", ele não confia mais no "vampiro".   (Colaborou Sandro Villar, do Estadão)

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