'Vamos até o fim com o Mais Médicos', afirma ministro

Padilha visitou locais que receberam profissionais em Salvador e voltou a criticar a pressão dos conselhos regionais

TIAGO DÉCIMO / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2013 | 02h07

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou ontem a "pressão" que os conselhos regionais de medicina exercem contra o programa Mais Médicos, do governo federal, e disse que a administração pública "vai até o fim" com a iniciativa. "Não vamos admitir qualquer tipo de ameaça ou de assédio que, às vezes, os conselhos fazem."

Padilha visitou duas unidades de saúde da família que receberam profissionais do Mais Médicos, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, e admitiu que o posicionamento contrário dos conselhos vem atrapalhando o andamento do programa - como no caso da não adesão das universidades à iniciativa.

"As universidade, mesmo as públicas, têm autonomia para isso (decidir se participam do programa) e, aos poucos, vamos mudando essa mentalidade", avaliou Padilha. "Antes de ver quem não aderiu, é preciso ver o conjunto de universidades, professores, docentes que já aderiram, mesmo sob ameaça, às vezes, dos conselhos profissionais. Nós já temos número suficiente (de tutores) para fazer o primeiro acompanhamento, a supervisão, dos profissionais que estão chegando." O ministro também afirmou que, mesmo com o posicionamento contrário dos conselhos, o Mais Médicos não será interrompido.

Segundo Padilha, o cronograma segue a proposta original. "Todo mês, vamos abrir inscrições para médicos brasileiros, para médicos de outros países e manter as parcerias internacionais que estamos fazendo." Para ele, nem problemas com infraestrutura dos postos de saúde vão frear o desenvolvimento do programa. "Um posto de saúde pode ter problemas, pode não ter banheiro, mas agora tem médico", argumentou.

Justiça. Em Araçatuba, no interior de São Paulo, a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, também afirmou que o governo federal vai fazer todo o esforço necessário para manter o programa e pode até recorrer à Justiça para garantir a prestação de serviços dos profissionais estrangeiros. Ela participou do Encontro Estadual de Prefeitos e Prefeitas.

"Podem fazer o boicote que quiserem, podem fazer a manifestação que quiserem, podem fazer o que for. A presidente Dilma e o ministro Padilha estão absolutamente determinados. Nós vamos trazer médicos de onde for necessário para colocar em todos os municípios, em todos os Estados", afirmou a ministra em discurso para uma plateia formada por 88 prefeitos e 176 representantes de municípios que participaram do encontro. / COLABOROU CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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