MARCIO FERNANDES/ESTADÃO
MARCIO FERNANDES/ESTADÃO

Validade da Zona Azul de papel acaba no domingo

Após ter adiado em 15 dias o fim da validade dos bilhetes, a Prefeitura de SP decidiu iniciar operação só com o modelo digital na segunda-feira

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2016 | 03h00

Domingo, 4, é o último dia para os motoristas usarem os cartões de papel de Zona Azul. Após ter adiado em 15 dias o fim da validade dos bilhetes, a Prefeitura de São Paulo decidiu iniciar a operação somente com o modelo digital na segunda-feira. 

Quem ainda tiver os papéis poderá pedir o reembolso dos valores até o dia 31 de janeiro de 2017 de duas formas: por aplicativo ou presencialmente. Na primeira opção, os valores correspondentes aos talões ou folhas em papel da Zona Azul poderão ser resgatados em crédito digital para os aplicativos que estão em operação. 

Já na segunda-feira, no caso em que o motorista não tenha o aplicativo, o ressarcimento será feito somente em um local: o posto da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) na Rua Senador Feijó, no centro da cidade. O ressarcimento é de R$ 4,50 por folha. O valor máximo para recebimento em dinheiro é de R$ 450,00. Acima desse limite, o pagamento será efetuado por meio de cheque.

O tempo do cartão poderá ser de 30 minutos, 1 hora, 2 horas ou 3 horas e vai variar de acordo com a localização. Também há a possibilidade de comprar um pacote de créditos com desconto: dez cartões digitais custam R$ 45. 

Prorrogação. Inicialmente, os cartões de papel deixariam de ser aceitos a partir do dia 19 de novembro. A operação Zona Azul Digital existe desde julho. 

A migração dos sistemas vinha causando polêmica, já que os motoristas seriam forçados a ter um celular com acesso à internet. Além disso, precisariam baixar pelo menos um dos quatro aplicativos credenciados pela Companhia de Engenharia de Tráfego para vender os novos cartões eletrônicos e ainda ter um sistema de pagamento eletrônico (cartões de débito ou crédito) – ou pagar no banco, via boleto. Como alternativa, os motoristas podem comprar cartões em postos de venda autorizados.

No dia 18, na véspera do fim dos talões de papel, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) solicitou a prorrogação da medida. O motivo foi o fato de o número de postos autorizados não ser, na avaliação da entidade, suficiente para atender toda a cidade. 

Nesta sexta-feira, 2, o Idec encaminhou novamente à CET uma carta solicitando um segundo adiamento do fim da validade dos cartões. Questionada sobre o recebimento, a companhia informou que analisa o pedido. Na notificação, o instituto não sugeriu uma nova data para implementação do sistema exclusivo, mas sugeriu que o serviço seja interrompido pela Prefeitura “somente após o digital estar em pleno funcionamento”.

Segundo o pesquisador em mobilidade do Idec, Rafael Calabria, o Instituto verificou que o número de pontos de venda aumentou de 60 para mais de 400. “Muitos, porém, ainda estão mal distribuídos e concentrados no centro da cidade. Áreas como Aeroporto de Congonhas, Museu do Ipiranga, Pompeia e Aclimação estão sem cobertura”, afirmou.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. O que muda?

Os cartões de papel deixarão de ser aceitos. O motorista deverá baixar um aplicativo e comprar cartões eletrônicos.

2. Como funcionam os cartões digitais?

Os aplicativos estão na Apple Store e na Google Play, disponíveis para os sistemas operacionais Android, IOS e Windows Phone. O motorista faz um cadastro no aplicativo e compra os cartões. Quando vai parar em uma vaga que é Zona Azul, entra no aplicativo novamente e ativa um dos cartões. 

3. Quantos Cartões Azuis Digitais (CADs) posso usar e por quantas horas?

O preço da Zona Azul permanece o mesmo dos talões de papel atuais: R$ 5 para cada operação. É permitido usar no máximo 2 CADs para permanecer estacionado na mesma vaga. O tempo do CAD pode ser de 30 minutos, 1 hora, 2 horas ou 3 horas – o tempo varia de acordo com a localização. 

4. Como fica a Zona Azul em locais especiais, como o Parque do Ibirapuera?

O cartão digital tem validade de uma hora. Em locais especiais, como o Ibirapuera e o Parque da Aclimação, o cartão vale por duas horas.

5. E se eu não tiver celular, não tiver o aplicativo ou estiver sem sinal de internet?

A saída é procurar locais autorizados a fazer a venda dos créditos eletrônicos, como bancas de jornal.

6. Como faço para renovar o crédito a distância?

Quando estiver próximo ao vencimento, os aplicativos têm um alerta – que pode ser programado pelo usuário para avisar quando o tempo estiver para acabar. 

7. O que faço com cartões de papel da Zona Azul que já havia comprado? Até quando posso trocá-los?

Serão substituídos por créditos eletrônicos nos aplicativos ou dinheiro no posto da CET, na Rua Senador Feijó, 143, 1.º andar, no centro, das 8 às 17 horas, de segunda a sexta, até 31 de janeiro de 2017. 

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