Vai-Vai faz alerta sobre a saúde

Para conseguir o bi, a campeã de 2008 levará ao Anhembi carro de 120 metros de comprimento

Marcela Spinosa, Jornal da Tarde

19 Fevereiro 2009 | 04h50

As doenças não ficaram de fora da lista de 3 mil deuses indianos. Um deles, Shitala Mata, a deusa da varíola, atravessou o oceano para pousar no abre-alas da escola de samba Vai-Vai, atual campeã do carnaval, penúltima a desfilar no sábado. Na Índia, a deusa é representada sentada em um jegue. Na alegoria, ela virá na forma de um mosquito transmissor de doenças que mexe as patas e o corpo e deposita ovas, espalhando doenças. Este será o alerta da agremiação da Bela Vista, cujo enredo, Mens sana et corpore sano, o milênio da superação, é sobre saúde.   Veja também:De Parintins para o barracão  Cobertura completa do carnaval 2009   Blog: dicas para quem quer curtir e para quem quer fugir da foliaEspecial: mapa das escolas e os sambas do Rio e de SP   Segundo o carnavalesco Chico Spinosa, seis anos à frente da escola 13 vezes campeã da folia paulistana, o abre-alas é o maior já feito pela Vai-Vai. Ele possui três peças. "Não quero saber com quantos metros ele ficará", diz. No entanto, um dos funcionários do barracão afirmou que o carro terá 120 metros de comprimento, maior do que o da Unidos de Vila Maria do ano passado (104 metros). A primeira parte do abre-alas da Vai-Vai trará a Shitala espalhando a doença. Na segunda, haverá um mercado indiano. O carro termina com a representação dos índios brasileiros. "Eles ficaram doentes quando os portugueses chegaram", diz Spinosa. O enredo foi dividido nos tópicos higiene, alimentação e meio ambiente. O primeiro estará no segundo carro. Na frente, haverá duas esculturas de escravos jogando dejetos na Baia de Guanabara, no Rio. Atrás, haverá o Instituto Oswaldo Cruz, que dividirá espaço com um urubu de 11 metros. Para o carnavalesco, a saúde começa pela boca. O terceiro carro terá uma gigante, que ‘comerá’ as guloseimas da alegoria. A gula será representada por um rei momo. As doenças ligadas à má alimentação estarão nas alas. Para curar esses males, o carnavalesco remete o desfile à medicina alternativa, como a acupuntura, e fala em seguida da preservação ambiental. O quarto carro terá um pulmão ora azul ora preto, por causa da poluição. À frente, 150 cruzes serão a morte causada por doenças respiratórias. O desfile terminará, diz Spinosa, com uma brincadeira. "As coirmãs que me desculpem, mas a Vai-Vai é supercampeã do carnaval. Faremos um exame de DNA da escola para descobrir o que há por trás desse DNA vitorioso."

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