Vai-Vai corre no final e diretor de harmonia chora na dispersão

Correria do final pode prejudicar a harmonia e tirar a escola da briga pelo bicampeonato

Fábio Mazzitelli e Mônica Aquino, Jornal da Tarde e estadao.com.br

22 Fevereiro 2009 | 05h56

A Vai-Vai teve que apertar o passo para cumprir o regulamento e cruzar a avenida em 65 minutos. No final, os ritmistas e a bateria até esqueceram de sambar para cumprir o regulamento e não perder pontos. Houve problemas na manobra do carro abre-alas, segundo o diretor de harmonia da escola, Edison Paulino, conhecido como Buiú. Ele chorou na dispersão da escola. Muitos integrantes lamentaram a correria, em um sinal de que sabem que o problema na harmonia pode ter tirado a escola da briga pelo bicampeonato.  Veja Também: Veja como foi o desfile da Vai-Vai Você é o jurado: avalie o desempenho das escolas   Blog: dicas para quem quer curtir e para quem quer fugir da foliaEspecial: mapa das escolas e os sambas do Rio e de SP   Saiba como chegar ao sambódromo   "A bateria apertou (o passo), mas foi tudo dentro do regulamento", disse Buiú. Ele não quis admitir que as lágrimas era por causa da correria no final. Argumentou que chorava pela emoção no final do desfile. Com um enredo de superação, a Vai-Vai busca o bicampeonato do carnaval paulista. O enredo Mens sana et Corpore Sano - O milênio da superação fala da saúde.  Amanda Françoso samba à frente da bateria da Vai-Vai, que emocionou. Foto: Paulo Liebert/AE A Vai-Vai foi a penúltima escola a entrar no Anhembi. A torcida não decepcionou e agitou bandeiras para a passagem da escola. O carro abre-alas - justamente o que teve problemas de manobra - surpreendeu por seu tamanho. A alegoria era uma espécie de três carros alegóricos que, acoplados, formam um gigante.  O senador Eduardo Suplicy foi um dos destaques da Vai-Vai. Suplicy apareceu no último carro alegórico da escola. No carro também estavam o músico João Carlos Martins e o presidente da escola, o Thobias da Vai-Vai. A bateria da Vai-Vai deixou o recuo do Anhembi para fechar o desfile da escola. Os integrantes voltaram à avenida depois da passagem da última ala da escola, que levou 4.200 integrantes à avenida. Eles estavam separados em 39 alas e 5 carros alegóricos. Mesmo com a correria, o público foi ao delírio no fim do desfile. A Vai-Vai nasceu em 1930. Nos anos 20, os penetras das festas do time de futebol de várzea Cai-Cai eram enxotados com os gritos de "vai, vai embora". A turma levou a ofensa na esportiva e montou um bloco. O cordão foi fundado no Bexiga e já ganhou 13 carnavais: A escola foi campeã em 1978, 1981, 1982, 1986, 1987, 1988, 1993 (dividiu o título com a Camisa Verde e Branco), 1996, 1998, 1999 (dividiu o título com a Gaviões da Fiel), 2000 (dividiu o título com a X-9 Paulistana), 2001 (dividiu o título com a Nenê de Vila Matilde) e em 2008.

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