Vai de bicicleta? SP ganha 1º mapa de ciclorrotas

Técnicos passaram seis meses verificando opções em 28 distritos; dados vão para a internet, para que ciclista trace o próprio caminho

Reportagem: Rodrigo Brancatell; Infografia: Eduardo Asta e Edmilson Silva, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2011 | 03h02

SÃO PAULO - A cidade dos carros e das motos ganha hoje o primeiro mapa cicloviário, um conjunto dos melhores trajetos que podem ser usados pelos ciclistas para chegar a qualquer ponto do centro expandido de São Paulo. O trabalho é uma parceria do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e da Secretaria Municipal de Esportes - ao todo, foram seis meses de trabalho para mapear ciclorrotas em 28 distritos, da Vila Leopoldina, na zona oeste, à Vila Prudente, na leste; de Moema, na zona sul, a Santana, na norte.

A ideia é que o ciclista encontre em sua região itinerários seguros para seguir em direção a qualquer ponto do mapa. As ciclorrotas cruzam os bairros e muitas passam perto de estações de metrô, estacionamentos, locais de aluguel de bicicletas e equipamentos culturais. No mapeamento, o Cebrap levou em consideração diversos critérios, como a intensidade do tráfego, a presença de ônibus, a existência de museus ou faculdades no entorno, a quantidade de aclives ou declives. Dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Pesquisa Origem-Destino de 2007 também foram considerados.

Teste prático. Com essas informações em mãos, técnicos percorreram de bicicleta todas as vias escolhidas com GPS para de fato mapear os melhores caminhos. "O mapa ajuda a mostrar que é possível andar de bicicleta por São Paulo e forçar a sociedade a mudar", diz Carlos Torres Freire, coordenador do projeto. "É a primeira vez que há um guia como esse, um mapa de bolso para ajudar os ciclistas."

Cerca de mil mapas começarão a ser distribuídos hoje - durante três fins de semana, o Cebrap vai monitorar os trajetos para ensinar ciclistas e conferir se os percursos são realmente os melhores. No fim de novembro, a Prefeitura vai lançar oficialmente o mapa, com a distribuição de folhetos em estações de metrô e pontos culturais. Os dados também poderão ser vistos na internet, onde o ciclista conseguirá traçar a própria rota. A Secretaria Municipal de Transportes também estuda utilizar esse trabalho para sinalizar as ciclorrotas com uma pintura especial no asfalto.

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