Vai ao litoral? Veja dicas de segurança

Ideal é não deixar itens de valor em casas e sobretudo em carros à beira-mar; vale até colocar chip em celular velho para enganar bandidos

ARTUR RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2012 | 02h02

Quem pretende passar o fim de ano no litoral norte de São Paulo deve ter atenção para que a viagem não seja estragada pelos bandidos especializados em atacar veranistas. Levantamento feito pelo Estado com ajuda da polícia mostra que, entre os principais problemas da região, estão os ladrões que se aproveitam da saída dos turistas para a praia para furtar residências e levar objetos de dentro dos carros na orla.

"Alguns seguem de bicicleta as pessoas que vão para a praia enquanto outros ficam roubando a casa", afirma a aposentada Santina Pedrosa Camargo, de 70 anos. Moradora de Campinas, ela já teve a residência invadida três vezes e resolveu o problema instalando alarme e cerca elétrica na casa que tem no bairro de Itaguá, em Ubatuba.

A Polícia Civil confirma que Itaguá, onde predominam casas de veraneio, é um dos cenários mais frequentes das ações dos ladrões de residências. A região do Sertão de Maresias, em São Sebastião, é outra que concentra grande número de casos. Por isso, a polícia aconselha a investir em equipamentos de segurança e, caso tenha alguma intimidade com o vizinho, pedir para que ligue 190 se vir algo suspeito.

Para o delegado Odair Bruzos, assistente da Seccional de São Sebastião, ao chegar à praia muitos turistas relaxam, baixam a guarda e se esquecem de tomar precauções básicas. "Tem gente que vai para a praia e deixa a chave debaixo do pneu do carro, achando que descobriu um grande esconderijo", diz. Segundo ele, os arrombamentos de carros na orla também são frequentes, principalmente na temporada. "O ideal é não deixar coisas de valor, como tablets", afirma.

A Rua Francisco Loup, na frente da Praia de Maresias, é um dos locais com mais arrombamentos. "A coisa mais comum é arrebentarem o vidro do automóvel usando pedras", conta o empresário Lucas Tavares, de 31 anos. Nas ruas na frente das Praias de Juqueí, Boiçucanga e Camburi, em São Sebastião, a situação se repete.

Na areia. Os ladrões aproveitam qualquer vacilo. Por isso, não se deve deixar smartphones, tablets, câmeras fotográficas e carteiras, mesmo que isso signifique fazer um revezamento na hora do banho de mar. Uma dica para quem quer ficar mais sossegado é colocar o chip do celular em um modelo mais velho.

Já nas proximidades da casa noturna Sirena, cenário de assaltos de pedestres, a polícia sugere redobrar a atenção e não andar só. "Aqui, não é mais aquele paraíso. Temos os problemas de todas as cidades grandes", diz o delegado Bruno Saravelli, responsável por Maresias e Boiçucanga.

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