Vagão de Metrô é alagado por goteira

Passageiro filmou 'chuva' em trem da Linha 4-Amarela, a mais nova da rede; ar-condicionado teria causado o problema

Caio do Valle, Jornal da Tarde

10 Julho 2012 | 13h36

As gotas caem sem parar do teto. Os bancos já estão ensopados. O chão, com água escorrendo para todos os lados. Temendo se molhar, as pessoas se afastam do pinga-pinga. A situação, registrada em um vídeo publicado na internet, ocorreu na semana passada em um lugar inusitado: o interior de um vagão do metrô paulistano.

Chama mais atenção o fato de o trem ser um dos mais modernos do sistema, na tecnológica Linha 4-Amarela, aberta há dois anos. Mas se o ramal é totalmente subterrâneo, como uma goteira foi aparecer dentro da composição? É que o gotejamento nada tem a ver com a chuva, e sim com o ar-condicionado, onde houve "condensação" da água, segundo a concessionária ViaQuatro, responsável por operar a linha.

O universitário Ícaro Fernandez Guselian, de 19 anos, filmou o problema com o celular depois de embarcar na Estação Paulista, sentido Butantã, na segunda-feira retrasada. "Eu estava um pouco distraído, com os fones de ouvido, ia me sentar, quando um funcionário da ViaQuatro falou que não podia, porque a área estava isolada."

O vídeo, postado por ele no YouTube e retransmitido por diversas contas do Twitter que tratam sobre falhas na rede metroviária, foi parar em blogs e fóruns de discussão na internet. Apesar de curioso, o fato não é inédito. O Jornal da Tarde apurou que em ao menos outras duas ocasiões passageiros dos trens da Linha 4-Amarela lidaram com as goteiras do ar-condicionado. A primeira, em janeiro, também virou vídeo na web.

As imagens revelam um vagão cheio e uma pequena cascata vazando do teto conforme a composição freia. "Olha isso! É brincadeira, né?", reclama uma passageira depois de ser atingida pelas gotas. Outro usuário do trem ironiza: "Você pegou o guarda-chuva?".

Em abril, o mesmo problema foi relatado por internautas. Na situação filmada por Guselian, um agente da ViaQuatro "isolou" a região atingida pela goteira, para evitar que as pessoas se molhassem. A estudante Camila Abreu, de 18 anos, usa diariamente a Linha 4 e diz já ter sido vítima de uma goteira, no mês passado.

"Pingou em mim depois que o trem saiu da República. É desconfortável." O programador Giovani de Souza Peres, de 30, palpita que a concessionária deveria resolver isso. "Por ser uma linha nova, parece que a manutenção deixa a desejar." Em nota, a ViaQuatro informou que "o problema verificado no trem é decorrente de condensação do ar-condicionado" e que vem trabalhando para resolvê-lo.

Fabricados em 2009 pelo consórcio Siemens-Hyundai Rotem, os 14 trens da Linha 4 têm, cada um, 128 metros de extensão. De acordo a ViaQuatro, mais 15 composições devem ser adquiridas para atender à demanda da segunda fase da linha, quando mais cinco estações estarão funcionando.

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Metrô goteira no metrô São Paulo

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