Vaga subterrânea no Mercadão custará R$ 46

Preços projetados para as três novas garagens da Prefeitura, na região central, são mais altos do que os dos estacionamentos já existentes

CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

30 Julho 2012 | 03h03

A Prefeitura já estuda o preço das tarifas das três garagens subterrâneas que serão construídas no centro de São Paulo. A mais cara deverá ficar no Mercadão. Ali, quem estacionar o carro por três horas desembolsará R$ 46,30.

Já na Praça Fernando Costa, vizinha da Rua 25 de Março, quatro horas custarão R$ 31,20. Trata-se de um patamar mais em conta, porém, que o projetado para o estacionamento sob a Praça Roosevelt, onde deixar o automóvel por apenas duas horas implicará pagamento de R$ 23,23. A expectativa é que a entrega dessas estruturas aconteça em 2013.

Os valores, ainda sujeitos a alterações, são mais altos do que os cobrados atualmente nas duas garagens subterrâneas já construídas pelo governo municipal (a do Parque Trianon, na região central, e a que fica perto do Hospital das Clínicas). Eles aparecem no edital de licitação para conceder a construção e a operação das garagens à iniciativa privada. O documento foi publicado sábado pela Secretaria Municipal de Transportes.

Para calcular as tarifas, a pasta levou em conta as tabelas de estacionamentos que já funcionam na vizinhança. Além disso, estimou o tempo médio que os veículos deverão passar usando o serviço em cada garagem. É por isso que o preço não foi dividido por hora exata.

A justificativa para que a garagem do Mercado Municipal seja a que mais pese no bolso dos motoristas se explica, segundo a gestão Gilberto Kassab (PSD), por "sua localização privilegiada" e pelo "fácil acesso para os usuários". Além disso, o padrão de qualidade exigido do serviço será superior ao que a concorrência oferece no entorno. O equipamento ficará sob a Avenida Mercúrio, perto da esquina com a Rua Cantareira. Todos os valores se referem ao preço médio calculado para o primeiro ano de concessão das garagens.

Outro estacionamento será construído embaixo da maior parte da Praça Fernando Costa, "com exceção do trecho onde a concentração de árvores no nível térreo é alta". Ou seja, na esquina mais ao sul com a Rua 25 de Março. De acordo com o edital, essa construção permitirá "o acesso de todas as regiões da cidade".

No caso da Praça Roosevelt, o acesso será pela Rua Martinho Prado, onde também ficarão a administração e a recepção.

Receita. As concessionárias poderão ainda ter outras fontes de receita, como a exploração de espaços de publicidade e o uso de quiosques de comércio e serviços. A previsão é de que, no terceiro ano de concessão, a receita atinja R$ 20,3 milhões.

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