Vacinação contra gripe acaba amanhã no Estado de SP

Grupos prioritários, como grávidas, idosos, doentes crônicos e crianças de até 2 anos, ainda podem tomar a dose de graça

Bárbara Ferreira Santos, Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

28 Maio 2013 | 02h04

A campanha de vacinação contra a gripe termina amanhã nos postos de saúde de todo o Estado de São Paulo. Fazem parte do público-alvo prioritário gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, mulheres até 45 dias após o parto, indígenas, crianças de 6 meses a 2 anos, profissionais de saúde e doentes crônicos. Para essas pessoas, a dose da vacina é gratuita.

Iniciada em 15 de abril, a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe já terminou no dia 10 nos outros Estados. Mas foi prorrogada até o dia 29 em São Paulo quando o governo percebeu que a meta de vacinar 80% das pessoas dos grupos alvo não havia sido totalmente atingida. Entre as grávidas, por exemplo, a cobertura ficou em torno de 70%, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde. No total, a expectativa era de imunizar cerca de 7 milhões de pessoas no Estado, número atingido até 17 de maio.

A preocupação é maior porque São Paulo lidera o número de mortes por gripe H1N1 em todo o País. Segundo o Ministério da Saúde, até 12 de maio 55 pessoas morreram em cidades do Estado (contra 74 no ano passado inteiro), o equivalente a 90% de todos os óbitos registrados no Brasil no período. Dos 388 casos confirmados, 328 foram em território paulista.

Antes do tempo. Infectologistas lembram que, após receber a vacina, o corpo ainda leva cerca de 15 dias para produzir a quantidade necessária de anticorpos e ficar imunizado. É no inverno, que começa no dia 21 de junho, que costuma se concentrar a maior quantidade de casos.

Neste ano, porém, a epidemia no Estado começou mais cedo, ainda em abril, por causa dos dias frios que ocorreram no início daquele mês - antes mesmo de começar a campanha de vacinação. Daí o número alto de mortes até agora.

Com a alta adesão à campanha de vacinação, espera-se que a quantidade de casos e mortes agora comece a diminuir.

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