Usuário da cracolândia que não cumprir regras será excluído de programa

Participantes do 'De Braços Abertos' que não estão cumprindo a carga horária de trabalho e deixam de apresentar justificativa perderão o direito de morar em hotéis pagos pela Prefeitura

Mônica Reolom, O Estado de S.Paulo

15 Maio 2014 | 02h05

A Prefeitura de São Paulo vai dar um "ultimato" aos usuários da Cracolândia que fazem parte da operação De Braços Abertos.

Os participantes que não estão cumprindo a carga horária de trabalho e deixam de apresentar justificativa serão excluídos do programa e perderão o direito de morar em hotéis pagos pela Prefeitura. O aviso de que pararão de receber ajuda será dado em duas ou três semanas e suas vagas serão abertas a outros interessados.

Apresentado no dia 14 de janeiro, o programa já previa que eles teriam de trabalhar quatro horas por dia na varrição de praças para morar nos hotéis.

As cerca de 30 pessoas que não se adaptaram ao programa vão continuar recebendo acolhimento da Prefeitura, como assistência social e oferta de albergues. Ninguém será expulso, mas deverá pagar pelo serviço a partir da nova fase do De Braços Abertos.

Já os outros 30 que estão cumprindo as exigências vão ser transferidos para um novo hotel e podem ser reinseridos no mercado de trabalho.

A Prefeitura instalou na terça-feira, 13, grades metal na região da Cracolândia para isolar os dependentes de drogas dos pedestres e carros. O prefeito Fernando Haddad (PT) disse naque a medida foi tomada depois que os moradores reclamaram do fechamento das ruas pelos usuários.

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