USP vai ganhar base móvel da PM

Instalação ocorrerá na próxima semana; policiais terão treinamento comunitário e vão apresentar-se pessoalmente nas faculdades

LUÍSA ALCALDE, O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2011 | 03h00

Na próxima semana, o câmpus da Universidade de São Paulo (USP) vai ganhar a primeira base móvel da Polícia Militar. Ela ficará em local visível e de fácil acesso à comunidade, perto dos estacionamentos, por onde deve ser deslocada de acordo com a necessidade. E também servirá de canal de comunicação entre os policiais e a rotina acadêmica. Seis motos vão reforçar o policiamento local.

Os policiais que atuam dentro do câmpus vão começar a receber treinamento em polícia comunitária e em direitos humanos. "Não se trata de tratamento especial. Porque a lei é igual para todos, mas queremos conhecer a comunidade e nos aproximar dela. Queremos conhecer o público para o qual vamos trabalhar", explica o coronel Luiz de Castro Junior, diretor de Polícia Comunitária e de Direitos Humanos.

Depois desse curso, que deve ocorrer nas duas últimas semanas deste mês, os PMs vão começar a visitar as faculdades dentro do câmpus em dezembro, para se apresentar e conhecer a direção. "Vão passar batendo de porta em porta mesmo, para dizer quem são", explicou Castro.

A USP e o entorno serão mapeados geograficamente. O trabalho dos policiais será levantar pontos que possam oferecer riscos, como terrenos baldios, falta de iluminação, árvores com copas altas que barrem a passagem de luz dos postes e até buracos no asfalto que possam causar acidentes de trânsito ou facilitar a ação de bandidos. "No patrulhamento ostensivo fora da universidade, esse trabalho já é realizado em conjunto com a Prefeitura. São feitas planilhas com os problemas e enviadas aos órgãos competentes para resolvê-los", explica o coronel. No caso da USP, esses encaminhamentos serão feitos à coordenadoria do câmpus, responsável pela manutenção da área.

Reunião. Esses pontos foram acertados em uma reunião ontem de manhã entre representantes da USP, da PM e da ONG São Paulo Contra a Violência. De acordo com Castro, já estavam previstos no acordo firmado com a universidade.

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