FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

USP terá policiamento comunitário a partir de segunda, diz secretário

Adoção do novo modelo foi acelerada após aluno ser baleado no câmpus; Alexandre de Moraes se reuniu com reitor

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

02 de setembro de 2015 | 14h28

SÃO PAULO - O secretário estadual de Segurança Pública,  Alexandre de Moraes, anunciou nesta quarta-feira, 2, que o novo policiamento comunitário na Universidade de São Paulo (USP) vai começar na próxima segunda-feira, 7. Alunas da instituição também poderão realizar um curso de defesa pessoal contra assédio, segundo Moraes.

Previsto para ter início neste mês, mas até então sem data definida, o início do trabalho dos policiais comunitários foi acelerado após um estudante ser baleado pelas costas no câmpus nessa terça-feira, 1. Nesta manhã, o secretário se reuniu com o reitor da USP, Marco Antonio Zago,  para tratar da segurança na universidade e da nova forma de policiamento.

De acordo com Moraes o convênio da USP com a pasta deve ser assinado até esta quinta-feira, 3, para que os PMs já trabalhem no câmpus a partir da próxima segunda-feira, 7. O modelo é inspirado no método japonês Koban e deve receber sugestões da comunidade acadêmica.

"A base do policiamento é a relação com comunidade", disse o secretário. "Não há nada relacionado com a Polícia Militar de antes, na época da ditadura, como alguns querem comparar. Ela vai servir para proteger."

Os policiais serão voluntários e terão idade semelhante a dos estudantes. Eles também usarão um fardamento diferente e não terá rotatividade entre os agentes que atuam na USP. Os policiais usaram a base da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que já existe no câmpus. "Casos de distúrbio ou reintegração de posse não serão feitos pelo policiamento comunitario", disse Moraes.

"Os policiais e a GCM passarão por um curso de treinamento comum. Também será oferecido para as alunas um curso de treinamento defensivo contra assédios", afirmou o secretário.

O Conselho de Segurança (Conseg) da USP também vai ser lançado a partir da assinatura do convênio. Professores, alunos e funcionários devem indicar representantes para o conselho, que terá reuniões mensais. Uma das primeiras discussões será sobre horario de fechamento e abertura de portões da universidade.

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