USP terá o dobro de lâmpadas em 2012

Projeto prevê iluminação parecida à da Avenida Paulista na Cidade Universitária

LUÍSA ALCALDE / JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2011 | 03h02

A Cidade Universitária, na zona oeste da capital, terá ruas e avenidas mais iluminadas no próximo ano. Serão cerca de 7 mil pontos de luz, mais do que o dobro dos atuais 3,2 mil. Um câmpus menos escuro é uma das reivindicações da comunidade universitária para melhorar a segurança do local.

"Aqui tudo é muito escuro. Ainda bem que vão iluminar. Eu nunca fui assaltada, mas tenho amigos que foram", disse a estudante de Educação Física Beatriz Rosa Duarte, de 23 anos.

O projeto foi desenvolvido pela mesma empresa responsável pela iluminação da Avenida Paulista, do Túnel Ayrton Senna e do Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital. A luz branca foi escolhida porque proporciona melhor percepção noturna de quem transita pelo espaço.

A universidade fez um mapeamento dos locais mais críticos e eles terão prioridade, segundo a Coordenadoria do Câmpus. A instalação dos pontos de luz começará em maio e deverá estar concluída em um ano.

Algumas árvores já estão sendo podadas na Cidade Universitária para implementação do projeto. Intervenções mais radicais serão estudadas caso a caso e, segundo a administração local, realizadas apenas mediante autorização dos órgãos competentes.

Luz solar. Os 218 pontos instalados na ciclovia, em volta da Raia Olímpica, contarão ainda com painéis solares fotovoltaicos - dispositivos utilizados para converter energia solar em elétrica. Todo o sistema de iluminação terá monitoramento online, por meio de antenas de comunicação instaladas em cada um dos pontos de luz, que transmitirão, por meio de um software de georreferenciamento, dados de consumo e de funcionamento que poderão detectar falhas ou pontos apagados.

A intensidade de cada um dos 7 mil pontos ou grupos de pontos de luz será controlada em tempo real por técnicos, o que vai proporcionar economia de energia e manutenção mais ágil de todo o sistema.

Além disso, aspectos arquitetônicos de prédios e monumentos da Cidade Universitária ganharão destaque com a nova iluminação. Estão previstas, por exemplo, luzes coloridas para iluminar a Torre do Relógio.

Fabrícia Rodrigues Lima de Souza, de 22 anos, achou a iniciativa excelente. "Mais luz ajuda, mas não resolve o problema da falta de segurança. Por isso, sou a favor da polícia no câmpus", afirmou a estudante, lembrando da polêmica que envolve a Polícia Militar, os centros acadêmicos e a Reitoria e começou no dia 27 de outubro, depois que policiais detiveram três alunos da Geografia com um cigarro de maconha.

Diálogo. Carolina Ricardo, coordenadora da Área de Polícia do Instituto Sou da Paz, diz que a nova iluminação não pode ser a única resposta da universidade para o problema da falta de segurança no câmpus. "É importante, claro, assim como a poda das árvores para a luz conseguir atingir as ruas e avenidas, mas a comunidade tem de estar envolvida nessas discussões", diz.

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