USP pode estar 'grande demais', admite reitor

Uma comparação, mesmo que superficial, entre as duas melhores universidades dos Estados Unidos e do Brasil no ranking do Times Higher Education revela diferenças substanciais entre as instituições.

O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2013 | 02h03

Uma que salta aos olhos imediatamente é o tamanho. O Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), que está no topo do ranking há três anos, é uma escola privada de elite, extremamente seletiva, com pouco mais de 2 mil alunos, enquanto que a USP é um gigante público, com 92 mil estudantes.

O reitor João Grandino Rodas reconhece que a universidade pode estar "superdimensionada" para uma instituição de ponta. "Não advogo, de maneira nenhuma, que os números da USP sejam diminuídos, mas simplesmente que se deixe de criar novos cursos sem que se redimensione os antigos etc", disse Rodas ao Estado.

"A USP já passou do tamanho", diz o professor Kalil, da Faculdade de Medicina. "A universidade tem de expandir em qualidade, não em tamanho. Esse gigantismo não leva a nada se não houver qualidade."

Vários especialistas defendem que o País priorize, por meio de um planejamento estratégico nacional, o desenvolvimento de algumas universidades específicas, com maior potencial para se tornarem referências internacionais. "Nenhum país consegue fazer isso com todas as universidades", diz Brito Cruz, da Fapesp. / H.E.

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