Marcelo Ximenez/AE-10/9/2008
Marcelo Ximenez/AE-10/9/2008

USP ganha ''xerife'' e reforça segurança

Titular de Geociências cuidará da vigilância de todos os câmpus; na Cidade Universitária, já pensa até em adotar carteirinha com chip

Luísa Alcalde, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2011 | 00h00

A Universidade de São Paulo (USP) tem agora um "xerife" para tratar de questões de segurança interna. O escolhido é o professor titular da área de Geociências Adilson Carvalho, ex-prefeito do câmpus da capital, que ocupava até agora o cargo de diretor administrativo ligado à reitoria.

É ele também que está à frente do protocolo de entendimento que deve ser oficializado entre a universidade e a Secretaria da Segurança Pública para ação conjunta entre a Polícia Militar e a Cidade Universitária. As mudanças na segurança foram propostas após um estudante ter sido assassinado em uma tentativa de assalto na USP, em maio.

O reitor João Grandino Rodas acaba de criar uma superintendência de segurança ligada diretamente ao seu gabinete. Até então, todas as questões que tratavam de violência e criminalidade ocorridas dentro da universidade eram responsabilidade da Coordenadoria do Câmpus, à qual está ligada a Guarda.

Esse novo órgão vai gerenciar a política de segurança para todos os câmpus da USP. Por enquanto, a recuperação do sistema de monitoramento feito por meio de 85 câmeras instaladas em setembro de 2008 é prioridade. O contrato com uma empresa de manutenção já foi firmado.

Carvalho diz que o passo seguinte será duplicar o número de equipamentos e aumentar consideravelmente a capacidade de armazenamento das imagens. Uma nova sede da Guarda Universitária, onde ficará a central de monitoramento ampliada, também será construída entre o prédio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o terminal de ônibus próximo da saída pela Avenida Politécnica. "Trata-se de um local estratégico", explica o xerife.

O professor também pensa em aumentar o controle de quem entra no câmpus, principalmente a pé e no período noturno. Como projeto futuro já se discute a possibilidade de adotar uma carteirinha com chip para acesso a pé. O acesso motorizado será vigiado por meio de duas câmeras em todas as portarias. Uma vai gravar a placa do veículo e outra, a imagem do condutor. "Um programa específico vai permitir saber quanto tempo o carro circulou pelo câmpus ou se apenas o atravessou."

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