USP: faculdade defende estudantes e critica PM

Após protesto em que voltaram a pedir saída da polícia do câmpus, alunos que invadiram prédio na semana passada picharam a fachada da FEA

BRUNO PAES MANSO , CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2011 | 03h04

A Congregação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo - órgão máximo de decisão da faculdade, formado por representantes de professores, alunos e funcionários - defendeu a posição dos estudantes que invadiram prédio na semana passada e decidiu que vai levar ao Conselho Gestor da USP propostas para revisão do convênio com a PM. Para eles, a polícia "extrapolou".

À noite, cerca de 200 manifestantes se reuniram na frente do prédio da Reitoria para pedir a saída da polícia da Cidade Universitária. Cartazes e até uma réplica gigante de um cigarro de maconha eram empunhados pelos estudantes. Além disso, manifestantes gritavam "Polícia não! Abaixo a repressão".

Depois, por volta das 19h40, o grupo marchou sob chuva rumo à Portaria 1 e, em seguida, saiu das dependências do câmpus e parou cerca de 10 minutos o trânsito na esquina da Rua Alvarenga com a Avenida Afrânio Peixoto. Depois, manifestantes marcharam rumo ao prédio da História e Geografia - onde três alunos foram detidos por PMs na semana passada, o que motivou a invasão. Às 21h, estudantes foram para o prédio da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), onde foram impedidos de entrar. Eles picharam a fachada do prédio com os dizeres "Fora PM", sob olhares da Guarda Universitária. Para hoje, manifestantes programaram assembleia às 18 horas no vão do prédio da Faculdade de Geografia e História.

Mais pichação. No quarto dia de ocupação do prédio da administração, a fachada do edifício da FFLCH também apareceu pichada. As inscrições eram contra a presença da PM, mas também havia frases exigindo a efetivação de funcionários terceirizados e o fim do vestibular. Um ponto de ônibus e placas administrativas e de trânsito foram vandalizados.

Segundo o vice-diretor da FFLCH, Modesto Florenzano, uma comissão foi criada para negociar a desocupação do prédio da administração da faculdade. Três professores e dois funcionários vão integrá-la. "Nossa posição é contra toda forma de violência", ressaltou.

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