Uso inteligente do sistema viário

ANÁLISE: Flamínio Fichmann

O Estado de S.Paulo

07 Maio 2014 | 02h02

A taxa de motorização é sempre crescente. Não significa que há um índice constante de alta no congestionamento e uma diminuição das taxas de velocidade média. Ter um aumento da frota não significa aumento da frota circulante.

Estimo 4,8 milhões de automóveis em São Paulo - número diferente do considerado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), uma vez que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), fonte de dados da taxa de motorização, não dá baixa em carros que deixam de circular.

Precisamos avaliar a infraestrutura e a incapacidade da CET e da Prefeitura para ampliar o sistema viário. Trata-se de alargamento de vias e otimização do viário.

Os dados vão reforçar o discurso de ampliação do rodízio, que deve acontecer no próximo ano. Deveria ser implementado, porém, o pedágio urbano, com a devolução do IPVA - hoje um imposto "burro", porque é cobrado sobre a propriedade e não sobre o uso do sistema viário.

É URBANISTA E CONSULTOR DE TRANSPORTES

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