Uso do cinto de segurança traseiro não é fiscalizado

O uso do cinto de segurança no banco de trás ainda não é fiscalizado de maneira eficiente na cidade de São Paulo, mesmo sendo obrigatório há 14 anos em todo o Brasil pelo atual Código de Trânsito Brasileiro. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Polícia Militar afirmam não ter ações específicas para coibir o desrespeito e, enquanto isso, é possível flagrar facilmente a lei sendo burlada.

FELIPE TAU, GIO MENDES / JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2012 | 03h02

Na saída de colégios, o problema ocorre com frequência. Nas escolas visitadas ontem pela reportagem, mais da metade dos carros que pararam ou partiram levavam ocupantes sem o cinto no banco de trás. Na frente do Colégio São Luís, na Rua Haddock Lobo, 13 de 23 carros burlaram a lei, ou 56% do total. No Dante Alighieri, também na região dos Jardins, dez dos 15 carros verificados, ou 67%, estavam em desacordo com as lei de trânsito. Ontem, tanto no Dante quanto no São Luís, havia agentes da CET, mas eles disseram que não tinham aplicado nenhuma multa por falta do uso de cinto até 13h. O principal argumento é a dificuldade de ver os passageiros por causa da película protetora, que escurece o vidro.

De acordo com a CET, o número de autuações por falta de cinto de segurança na capital cresceu 8,3% entre 2010 e 2011, de 143.042 para 154.959. Mas nem a CET nem a PM, que também aplica as multas, têm levantamentos específicos para o banco de trás. O Código de Trânsito diz que condutor ou passageiro sem cinto de segurança é "infração grave", com multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira.

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