Leonardo Soares/AE
Leonardo Soares/AE

Urubus são retirados de obra da Bienal de São Paulo

Determinação da Justiça, após pedido do Ibama, ordenou retorno de animais para parque ecológico

Priscila Trindade, Central de Notícias

08 de outubro de 2010 | 11h26

SÃO PAULO - Os três urubus que integram a obra Bandeira Branca, do artista Nuno Ramos, na 29.ª Bienal de São Paulo, foram retirados do pavilhão na madrugada desta sexta-feira, 8. A remoção ocorreu neste horário, com o pavilhão às escuras, para que os animais não ficassem assustados. "Tem de esperar os urubus dormirem um pouco para depois pôr na gaiola", afirmou ao Estado, ontem, o segundo o produtor-executivo da mostra, Emilio Kalil.

 

No pedido feito pela Justiça Federal de São Paulo, o juiz substituto Eurico Zecchin Maiolino, da 13ª Vara Cível, alegou que os animais expostos fazem parte de uma espécie silvestre e são provenientes do Parque dos Falcões, um criadouro de conservação. A Fundação Bienal pediu para manter os pássaros da espécie urubu-de-cabeça-amarela no local,como "direito à livre manifestação artística, além de não existir prova de maus-tratos dos animais expostos". A Justiça, porém, negou o recurso.

 

A determinação foi motivada pela notificação, na última sexta-feira, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que, num prazo de cinco dias, os urubus fossem retirados da exposição e retornassem para o Parque dos Falcões, em Sergipe.

 

Nuno Ramos, agora na Turquia, estava ciente da decisão judicial e disse que só comentará o fato quando voltar ao Brasil.

 

 

(Com informações do Jornal da Tarde)

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