Universitários matam aula para fugir de filas

A estudante de Gestão Ambiental Talita Rizzo da Silva, de 21 anos, sai mais cedo da aula sempre que possível. "Às vezes, quando temos tempo na aula para discutir trabalhos em grupo, eu não fico. Prefiro ir direto para o metrô. É que, se eu chego às 21h30, entro no trem rapidinho. Mas, se deixo para chegar às 22 horas, já tem fila na catraca, e quase sempre eu tenho de esperar mais de um trem para embarcar", conta a estudante.

O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2012 | 03h03

A jovem é aluna de uma das universidades próximas à Estação São Joaquim do Metrô. Assim como Talita, vários alunos ouvidos pelo Estado disseram que eventualmente matam a última aula ou aceleram as atividades em classe para chegar à estação antes do horário em que todos saem. "A outra opção é ficar até tarde. Quarta-feira, por exemplo, quando tem jogos de futebol, eu prefiro ficar no bar vendo a partida até 23 horas, para depois embarcar sem muvuca", conta o aluno de Análise de Sistemas Wanderson Natalício, de 28 anos.

As filas na estação começam já na escada. Na plataforma, é preciso aguardar às vezes três trens para conseguir seguir viagem. "Eu espero. Duas, três vezes o trem chegar para embarcar. A viagem já é longa, você já está cansado porque trabalhou o dia inteiro e estudou, acordou cedo. Não dá para ter muita paciência com isso, não", disse Rafael Rodrigues Filho, de 24 anos, morador de Santana, na zona norte. "E ainda tem a fila aqui do guichê do bilhete único, que faz você perder meia hora quando tem de fazer recarga", reclama. / B.R. e N.C.

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