Universitários e metroviários fazem ato no centro de São Paulo

Eles pedem que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) cancele a demissão de 42 metroviários após a paralisação de cinco dias

Caio do Valle, O Estado de São Paulo

18 de junho de 2014 | 15h23

SÃO PAULO - Estudantes em greve de Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizaram por volta das 14h50 desta quarta-feira, 18, uma manifestação dentro da Estação Sé do Metrô, no centro de São Paulo, para cobrar que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) cancele a demissão de 42 metroviários na semana passada. Os profissionais foram dispensados após uma paralisação de cinco dias.

Os manifestantes afirmam que o governo estadual agiu com truculência, além de desrespeitar o direito constitucional de greve e de criminalizar as reivindicações sindicais, já que os 42 demitidos eram membros ativos do Sindicato dos Metroviários. Ainda segundo os manifestantes, o governo não apresentou nenhuma justificativa concreta que apontasse a prática de crimes pelos demitidos, que foram dispensados por justa causa. Centenas de passageiros acompanharam o protesto, perto das catracas. 

"Não vai passar nenhuma demissão, trabalhadores e estudantes pela reintegração" e "Metroviário é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo" foram alguns dos gritos de guerra da manifestação. O grupo com dezenas de pessoas também levou faixas.

Os manifestantes participaram antes de uma aula pública na Praça da Sé contra as políticas do governo Alckmin para as universidades públicas do Estado. Segundo eles, o tucano tenta privatizar o ensino superior. Além disso, professores e funcionários das três universidades discursaram contra o congelamento de seus salários neste ano. Na ocasião, o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior, também discursou, manifestando seu apoio à paralisação dos servidores e estudantes de USP, Unicamp e Unesp. 

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